Açúcar brasileiro será taxado em 210%

Enquanto um país impõe tarifas sobre o açúcar, outro sinaliza aliviar a sobretaxa do café, em ações que reforçam como decisões unilaterais redesenham os fluxos do comércio exterior

🧁 México impõe tarifas de até 210% sobre importação de açúcar — medida afeta o Brasil

O México anunciou tarifas de até 210% sobre importações de açúcar de países com os quais não possui acordos comerciais, numa tentativa de proteger sua indústria doméstica. A medida, que entrou em vigor recentemente, aplica tarifas entre 156% e 210% sobre açúcar de cana, açúcar líquido refinado, açúcar de beterraba e xaropes.

  • O governo mexicano justificou a ação como forma de prevenir "distorções" no comércio internacional e proteger a produção local da queda nos preços.

  • Segundo o Ministério da Agricultura, a atualização foi necessária "diante da queda dos preços internacionais e do excesso de oferta".

As novas tarifas atingem diretamente o Brasil, um dos principais exportadores de açúcar para o país.

Neste ano, o Brasil voltou a bater recorde de exportações de açúcar, atingindo a marca de US$ 1 bilhão apenas no primeiro semestre, o que consolida o país como maior fornecedor mundial da commodity, responsável por quase 40% de todo o comércio mundial.

A decisão ocorre no momento em que o México negocia com os Estados Unidos a revisão do acordo USMCA, prevista para o próximo ano.

Em paralelo, o governo de Sheinbaum enfrentou resistência ao tentar elevar tarifas sobre importações chinesas, adiando o plano até dezembro diante da oposição de aliados e do setor privado. O empresariado alertou para o aumento dos custos de produção, devido à forte dependência mexicana de maquinários, componentes e matérias-primas da China.

Trump anuncia reduções de tarifas sobre o café

Donald Trump anunciou que poderá reduzir as tarifas de importação sobre o café, uma medida que pode beneficiar diretamente o Brasil, principal fornecedor do grão ao mercado americano.

A declaração foi feita em entrevista à Fox News na terça-feira, mas o presidente não detalhou quanto seria essa redução nem quais países seriam beneficiados.

Trump mencionou que pretende fazer mudanças “cirúrgicas” nas tarifas, seguindo o modelo de exceções para produtos que os EUA não conseguem produzir em escala suficiente — categoria em que o café foi incluído em setembro.

O "tarifaço" teve impacto para ambos os lados. Nos Estados Unidos, o preço do café subiu cerca de 19% em um ano, com algumas cafeterias de Nova York repassando aumentos de até 55% aos consumidores.

Já as importações de café brasileiro despencaram 53% desde setembro. Além disso, segundo a Associação Nacional do Café, os EUA importam mais de 99% de seu café.

O Brasil, que exportou US$ 1,96 bilhão em café aos EUA em 2024, viu seus embarques caírem 24,7% este ano. A fala de Trump ocorre em meio às negociações abertas entre Brasil e EUA desde outubro, nas quais o governo brasileiro priorizou o café nas tratativas.

A expectativa agora é que o ministro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano Marco Rubio tenham um novo encontro durante o G7 no Canadá, nesta semana, para definir os próximos passos.

🎙️Conferiu o último episódio do Invoice Cast?

- Sabemos diferenciar microgerenciamento de cobrança cotidiana?
- Quais os sinais de microgestão?
- Quando é justificado ocorrer?

Pesquisa realizada pela Accountemps registrou queda de 68% de motivação e 55% na produtividade por colaboradores que sofreram microgerenciamento no trabalho.

Diante disso, vamos entender se no comércio exterior o microgerenciamento é o preço da precisão ou o custo da insegurança.

🤝 Brasil e Noruega reforçam cooperação econômica e industrial

Brasil e Noruega realizaram, na segunda-feira (10), a V Reunião da Comissão Conjunta para Cooperação Econômica, marcando um importante passo no fortalecimento das relações bilaterais.

  • O encontro reuniu autoridades dos dois países para discutir o aprofundamento da cooperação econômica, industrial e energética.

As delegações discutiram o aumento dos fluxos de comércio, a atração de investimentos em tecnologia e a cooperação em áreas como o desenvolvimento industrial sustentável e a transição energética.

Brasil e Noruega mantêm relações diplomáticas desde 1905 e contam com três mecanismos institucionais de diálogo: as Consultas Políticas Bilaterais, o Comitê Conjunto em Ciência e Tecnologia e a própria Comissão Conjunta de Cooperação Econômico-Comercial, Industrial e Técnica.

A parceria entre os dois países já mostra resultados expressivos. Em 2024, a corrente de comércio superou US$ 2,3 bilhões, com crescimento de 15% e superávit brasileiro.

Entre os principais produtos exportados pelo Brasil estão alumina, soja e óleos combustíveis, enquanto as importações concentram-se em fertilizantes, pescado e equipamentos industriais.

A Noruega é o 16º maior investidor estrangeiro no Brasil, com cerca de US$ 17 bilhões distribuídos entre os setores de energia, fertilizantes e logística. Mais de 230 empresas norueguesas operam no país, incluindo gigantes como a Norsk Hydro e a Equinor, que planeja investir US$ 26 bilhões até 2030.

O recém-assinado Acordo de Livre Comércio Mercosul-EFTA, de setembro de 2025, promete reforçar ainda mais essa relação, garantindo acesso preferencial a 99% das exportações brasileiras e abrindo novas oportunidades para diversos setores.

🏗️ ANTAQ realiza estudo inédito para fortalecer a regulação e aprimorar a implantação de terminais privados

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) concluiu um estudo inédito sobre a implantação de Terminais de Uso Privado (TUPs) no Brasil, com o objetivo de aprimorar a regulação do setor portuário e tornar mais eficiente o processo de instalação desses empreendimentos.

Aprovado em reunião de diretoria na quinta-feira (6), o diagnóstico analisou o cenário dos TUPs que receberam outorga entre 2013 e 2019. O levantamento identificou os principais fatores que impedem o início das operações dentro do prazo de cinco anos estabelecido pelo Decreto nº 8.033/2013.

Os números revelam um cenário majoritariamente positivo: das 70 autorizações concedidas no período, mais de 53 terminais já estão operacionais, o que representa 75,71% do total.

Por outro lado, 17 terminais (24,29%) ainda não iniciaram as atividades.

Entre os empreendimentos não operacionais, questões ambientais, financeiras e judiciais foram apontadas como os principais motivos para o não cumprimento do prazo em 55,17% dos casos. Vale destacar que 11 dos 17 terminais em fase de implantação já obtiveram prorrogação de prazo, e outros três estão em análise.

O estudo servirá de base para o aperfeiçoamento de normas e procedimentos do setor, oferecendo subsídios técnicos que visam melhorar o ambiente regulatório e garantir maior previsibilidade aos investidores, conciliando segurança jurídica com sustentabilidade e eficiência.

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