Alta no transporte em 2026?

Países mais dependentes de importações; China realiza primeiro voo de drone de carga híbrido; Argentina registra alta na importação após abertura econômica

📊 Um Gráfico

Países mais dependentes de importações

Mesmo que estejamos em um momento de desglobalização, muitos países dependem da importação por motivos diferentes.

Os quatro primeiros são conhecidos como paraísos fiscais e possuem extensão territorial menor que a de diversos estados brasileiros; contudo, os portos de Hong Kong e Singapura são hubs logísticos de importância mundial.

Outros países europeus são beneficiados naturalmente pela união aduaneira da União Europeia, enquanto o Vietnã transforma grande parte de seus produtos importados em bens de maior valor agregado.

🛫 China realiza primeiro voo de drone de carga híbrido

A China concluiu com sucesso o voo inaugural do YH-1000S, apresentado como o primeiro avião de carga não tripulado híbrido do mundo. O teste, realizado pela Academia Chinesa de Aerodinâmica Aeroespacial (CAAA), ocorreu nesta segunda-feira (2), em Chongqing.

A aeronave combina motores tradicionais com tecnologia elétrica, desenvolvida em parceria com uma fabricante chinesa de veículos elétricos.

A propulsão híbrida permite decolagens e pousos em distâncias menores, maior capacidade de carga e autonomia superior ao modelo anterior, o YH-1000, que voou pela primeira vez em 2025.

Embora a agência não tenha divulgado a capacidade de carga do YH-1000S, seu antecessor possui uma capacidade de carga útil de 1.000kg, com um baixo consumo de energia.

A aeronave foi projetada para múltiplas aplicações: transporte internacional de mercadorias, operações de resgate em desastres, modificação climática, monitoramento oceânico e fiscalização marítima.

Controlado remotamente ou por sistemas autônomos, o equipamento prioriza eficiência energética e versatilidade para operar em áreas remotas com infraestrutura limitada.

A CAAA informou que os testes continuarão para avaliar o desempenho em diferentes condições, sem definir prazo para operação comercial.

Novas tecnologias no transporte de carga, como o YH-1000S, apontam para um futuro em que as operações logísticas poderão ser mais flexíveis, rápidas e menos dependentes de grandes centros. Para profissionais do comércio exterior, acompanhar esses avanços é essencial para antecipar mudanças operacionais, identificar oportunidades em mercados de difícil acesso e se preparar para novos formatos de entrega que podem redesenhar a dinâmica do setor.

👀 Argentina registra alta na importação após abertura econômica

As importações de bens de consumo na Argentina dispararam 55% em 2025, atingindo o recorde de US$ 11,4 bilhões, após recentes reformas governamentais visando reabrir a economia fechada do país.

Os argentinos triplicaram as compras internacionais por e-commerce, alcançando US$ 955 milhões, com Amazon, Shein e Temu estabelecendo-se no mercado local pela primeira vez. Entre os produtos mais vendidos estão Lego, computadores Apple e garrafas térmicas Stanley.

O aumento ocorre em um momento em que tarifas e uma série de restrições à importação, introduzidas por governos anteriores para proteger as indústrias nacionais, foram retiradas.

  • Em novembro de 2024, as novas regras elevaram o limite para remessas de US$ 1.000 para US$ 3.000 e permitiram importações de até US$ 400 anuais sem tarifas.

Com isso, as importações da China dobraram, chegando a US$ 1,9 bilhão. Sites internacionais oferecem produtos até 45% mais baratos do que varejistas locais, prejudicados por altos custos de produção e impostos na Argentina.

Contudo, a abertura gerou conflitos: a indústria têxtil perdeu 16 mil empregos (13% da força de trabalho) e pede proteção ao Congresso contra a concorrência desleal de grupos chineses.

O Mercado Livre, dominante no setor, apresentou uma queixa contra a Temu, no Ministério da Economia, por práticas desleais; o caso aguarda julgamento no Supremo Tribunal argentino.

O cenário argentino reacende um debate que também está em curso no Brasil: até que ponto a isenção de impostos sobre remessas internacionais estimula o consumo e até onde ela compromete a indústria local? Com os EUA e a Europa adotando posturas mais rígidas, a discussão sobre abrir ou proteger o mercado ganha novos contornos. A experiência da Argentina pode servir de alerta ou de inspiração, dependendo de quem observa.

Na sua visão, qual deve ser a prioridade das políticas de importação em mercados emergentes?

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📈 Maioria das empresas brasileiras prevê alta no transporte em 2026

Mais da metade das empresas brasileiras (52%) espera aumento nos preços de transporte para 2026, segundo levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). Além disso, 22% preveem alta nos custos de armazenamento e 13% antecipam elevação nos valores de estoque.

O estudo também aponta que os custos logísticos no Brasil equivalem a 15,5% do PIB de 2025, embora o preço do transporte rodoviário de carga tenha caído 1% na comparação anual.

Em nota, Maurício Lima, sócio-diretor do ILOS, afirmou que o Brasil transportou 25% mais volume de carga nos últimos 10 anos, mas os investimentos em infraestrutura não acompanharam esse crescimento.

"O país não tem como crescer a taxas elevadas quando o custo logístico aumenta muito", alertou.

Os setores mais impactados são materiais de construção (gastos de 14,3% da receita), óleo e gás (13,3%) e higiene, limpeza e cosméticos (9,9%). A média geral de gastos com logística é de 8,7% da receita, valor que registrou aumento de 15,5% em 2025.

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