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🏗️ Lloyd's List divulga ranking dos maiores portos de contêineres do mundo
Os maiores portos de contêineres do mundo seguem concentrados na Ásia, e os números explicam esse cenário. Xangai liderou o ranking global de 2024, com 52 milhões de TEUs movimentados. Singapura ficou em segundo lugar, com 41 milhões, seguida por Ningbo-Zhoushan, também na China, com 39 milhões. Shenzhen e Qingdao completam o top 5, formado exclusivamente por portos asiáticos, quatro deles chineses.
O levantamento revela um domínio obtido após décadas de investimento em infraestrutura, integração entre portos, ferrovias e parques industriais, além de políticas públicas voltadas à exportação que explicam a hegemonia da região.
Na América Latina, o Porto de Santos aparece como o maior da região, na 37ª posição mundial, com cerca de 5 milhões de TEUs. O volume é expressivo regionalmente, mas representa apenas um décimo do que Xangai movimenta. Outros quatro portos latino-americanos entram no top 100: Cartagena (58ª), Callao (71ª), Guayaquil (85ª) e San Antonio (100ª).
Para aumentar sua capacidade, o Porto de Santos tem projetos em andamento, como a dragagem do canal para 16 metros, a expansão de terminais privados e o futuro leilão do Tecon Santos 10. No entanto, reduzir a diferença de escala em relação aos portos que lideram o ranking exige maior integração multimodal e melhor conectividade marítima internacional.
FUP EXPLICA: a escala dos portos influencia diretamente a competitividade de um país no comércio internacional, pois terminais maiores atraem mais linhas de navegação, aumentam a frequência das rotas e reduzem os custos logísticos.
Enquanto Xangai e Singapura funcionam como grandes plataformas de redistribuição de cargas, o Porto de Santos opera predominantemente com exportações e importações brasileiras, o que limita seu alcance internacional e eleva os custos do comércio exterior. Para o Brasil e a América Latina, reduzir essa diferença é cada vez mais importante para ampliar sua inserção nas cadeias internacionais de valor.

💰 Carga alta, regras complexas e muita informalidade: conheça o mapa tributário da América Latina
Alíquotas elevadas, sistemas complexos e alta informalidade. Um levantamento do JOTA com tributaristas de seis países latino-americanos mostra que os desafios fiscais da região têm muito em comum, mas também revelam particularidades que chamam a atenção.
Antes de seguir, você sabe o que é o Pilar 2 da OCDE? Trata-se de um acordo internacional que estabelece uma alíquota mínima de 15% sobre os lucros de grandes multinacionais, independentemente de onde estejam instaladas. O objetivo é evitar que empresas transfiram lucros para paraísos fiscais ou outras jurisdições com tributação muito baixa para reduzir o pagamento de impostos.
Na Colômbia, a arrecadação permanece baixa em relação ao PIB, enquanto a elevada informalidade, agravada pela desconfiança da população em relação ao uso dos recursos públicos, dificulta a ampliação da base tributária. O sistema também é complexo, com excesso de regulamentações e exceções, o que eleva o custo de cumprimento das obrigações fiscais pelas empresas.
Outro problema é a forma como o país internalizou as regras do Pilar 2 da OCDE: a legislação local não foi reconhecida pela organização, gerando incertezas para investidores estrangeiros.
O México lidera a América Latina em tratados contra bitributação, com 60 acordos. No entanto, muitos foram firmados por razões geopolíticas, sem relação econômica real. O sistema é considerado bem estruturado, porém sofre com a lentidão do Judiciário para resolver disputas fiscais. O país também optou por não implementar o Pilar 2 da OCDE, seguindo a posição dos Estados Unidos.
A Argentina combina alíquotas elevadas com um sistema tributário extremamente complexo, no qual União, províncias e municípios podem criar tributos, gerando incidências em cascata. Um dos principais alvos de críticas é o imposto sobre movimentações bancárias, que penaliza quem atua na formalidade. Além disso, municípios em dificuldade financeira têm criado cobranças consideradas inconstitucionais e, mesmo diante de jurisprudência contrária, uma decisão definitiva pode levar anos. Oprincipal desafio é reduzir a carga tributária para atrair investimentos.
A Guatemala possui um sistema tributário simples e com alíquotas baixas, mas a ausência de tratados contra a bitributação representa um grande desafio. Com isso, empresas estrangeiras que operam no país podem ser tributadas em duplicidade, já que muitos países não reconhecem os tributos recolhidos em território guatemalteco. A informalidade também é um desafio estrutural, alcançando entre 70% e 80% da economia, e o país ainda está distante das diretrizes internacionais da OCDE.
O Panamá busca sair da lista de jurisdições não cooperantes da União Europeia, da qual faz parte desde 2020. Em maio, o país aprovou a Lei 526, que estabelece uma tributação mínima de 15% para multinacionais que não comprovarem atividade econômica real em território panamenho. A medida busca coibir empresas que abrem subsidiárias apenas para evitar a tributação sobre dividendos, juros e rendas imobiliárias.
E o Uruguai vem promovendo ajustes graduais em seu sistema tributário desde 2007, em parte para evitar a inclusão na lista de jurisdições não cooperantes da União Europeia, o que quase ocorreu entre 2019 e 2023. Em 2025, o país implementou a tributação mínima de 15% para multinacionais e aguarda o reconhecimento da OCDE de que a medida está alinhada ao Pilar 2. O IVA, por sua vez, permanece praticamente inalterado desde a década de 1970.

Um navio da taiwanesa Evergreen foi atingido por um projétil próximo à costa de Omã, no Estreito de Ormuz, na quinta-feira (25). O ataque, atribuído ao Irã por autoridades americanas, reacendeu as preocupações sobre a fragilidade do cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã em 17 de junho.
O episódio levou a ONU a suspender temporariamente a operação de evacuação de navios retidos no Golfo Pérsico. A iniciativa havia sido lançada apenas dois dias antes para retirar mais de 11 mil marinheiros que permanecem na região desde o início do conflito, em fevereiro.
Com isso, o tráfego no estreito recuou novamente. O número de passagens de petroleiros recuou de 27 na quarta-feira para 13 na sexta-feira. Ainda assim, ao menos quatro embarcações entraram no Golfo para carregar petróleo, e a Saudi Aramco retomou os embarques no terminal de Ras Tanura após quatro meses de paralisação.
O episódio também expôs divergências dentro do governo Trump. O vice-presidente JD Vance criticou os bombardeios israelenses em Beirute, afirmando que eles prejudicam os esforços de paz, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio defendeu as ações de Israel como uma resposta legítima ao Hezbollah.
FUP EXPLICA: o ataque testa diretamente a credibilidade do cessar-fogo, já que o acordo previa que o Irã restabelecesse a navegação normal no estreito. No entanto, Teerã continua impondo suas próprias rotas e condições, sinalizando que não abriu mão do controle sobre a via.
Além disso, a divergência entre Vance e Rubio sobre Israel amplia as incertezas em torno do processo. Sem uma posição americana clara e unificada, aumenta o risco de que a janela para transformar o cessar-fogo em um acordo duradouro se feche antes mesmo do fim das negociações previstas para 60 dias.

😨 Setor do varejo alerta para o impacto das bets no consumo das famílias
As plataformas de apostas online viraram motivo de alerta para o varejo brasileiro, e os números mostram o porquê. Segundo estudo da Tendências Consultoria e da Peers Consulting, o Brasil já é o 5º maior mercado global de bets, com movimentação entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões por mês. Em apenas três anos, os gastos cresceram mais de 500%.
O impacto chega diretamente ao carrinho de compras, pois cerca de 23% dos apostadores deixaram de comprar roupas e 19% reduziram gastos no supermercado para sustentar o hábito.
Para as famílias de baixa renda, o impacto é ainda maior. Um estudo do Ibevar e da FIA Business School indica que os gastos com bets representam hoje um dos principais fatores associados ao endividamento familiar, com impacto estimado em três vezes o observado para os juros.
O presidente da Federação das Associações Gaúchas do Varejo (FAGV), Vilson Noer, afirma que o crescimento das bets está corroendo o poder de compra das famílias e os efeitos já chegam às prateleiras.
Na visão de Noer, parte da renda que antes circulava no comércio está sendo drenada pelas plataformas de jogos. Ele classifica o fenômeno como uma "epidemia", com impactos que vão além da economia e atingem diretamente a saúde mental da população, especialmente dos jovens.
"Estamos transformando mentes brilhantes em pessoas doentes. Consultórios de psiquiatras estão lotados com problemas relacionados aos jogos", alertou o dirigente.
O cenário preocupa porque o vício em apostas cria um ciclo difícil de quebrar. Menos dinheiro no bolso, menos consumo no comércio e mais demanda por serviços de saúde. Para o varejo, as bets já não são só um problema individual. Viraram uma questão econômica e social.
FUP EXPLICA: o problema é que as bets operam como uma espécie de "imposto invisível" sobre a renda das famílias, onde o dinheiro destinado às apostas não gera patrimônio para quem aposta, não financia o consumo produtivo e raramente retorna à economia real.
Isso significa que o varejo não está apenas perdendo vendas para a concorrência ou para a poupança, mas para um fluxo de recursos no qual parte significativa do capital destinado às plataformas, muitas delas sediadas no exterior, deixa de circular no comércio local.
🥳 Radar de eventos do FUP
Feira Lineapelle - 15 e 16/07 - Nova York, EUA - Últimas tendências em couro, têxteis e sintéticos, acessórios e componentes para calçados, bolsas, artigos de couro e vestuário em couro.
Feira Collective Show - 21 a 22/07 - Huntington Beach, EUA - Voltada a moda praia, esportiva e lifestyle, a Collective Shows é uma feira boutique semestral de alto curadoria. Consolida tendências no mercado dos Estados Unidos durante o verão.
Seoul Bar & Spirits Show - 24 a 26/07 - Feira internacional realizada em Seul dedicada ao setor de bebidas alcoólicas e à indústria de bares. O evento reúne produtores, distribuidores e profissionais do setor para apresentar destilados (como whisky, gin, rum e tequila), licores, coquetelaria e tendências globais do mercado.
Feiras Meditech - 28 a 31/07 - Bogotá, Colômbia - Feira internacional do setor de saúde e tecnologia médica da América Latina, reunindo fabricantes, distribuidores, hospitais, clínicas e profissionais da área para apresentação de equipamentos médicos, soluções hospitalares, tecnologia clínica, reabilitação, laboratório, saúde digital e inovação em saúde.
Wofex Manila - 29/07 a 01/08 - Manila, Filipinas - O maior evento de comércio de alimentos e bebidas das Filipinas, apresentando uma vitrine completa de produtos, equipamentos e serviços para a indústria alimentícia, varejo e hotelaria.
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