O Brasil ainda vai precisar importar diesel?

Indústria de pneus pressiona governo contra avanço de importados; US$ 500/h para treinar o ChatGPT: você topa?; Petrobras mira autossuficiência no diesel em cinco anos;

🛞 Indústria de pneus pressiona governo contra avanço de importados

Com os produtos importados dominando cerca de 72% das vendas no segmento de carga, a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) entregou ao governo federal um manifesto, assinado por cerca de 40 entidades do setor, no qual são pedidas medidas urgentes de proteção comercial.

Entre os pedidos estão a aceleração das investigações antidumping, o incentivo ao uso de pneus com conteúdo local em compras governamentais e o alinhamento tarifário do Brasil com países que têm base industrial relevante.

  • O setor também aguarda a implementação da Política de Estímulo à Produção da Borracha, em fase final de elaboração.

Os números confirmam a preocupação do setor. Nos dois primeiros meses de 2026, as vendas de pneus fabricados no Brasil somaram 5,5 milhões de unidades, registrando uma queda de 10,6% na comparação com o mesmo período de 2025 e configurando o pior resultado para um primeiro bimestre desde 2019.

A participação da indústria nacional no mercado caiu para 31%, ante 63% em 2021.

Para estimular a demanda interna, o setor também discute com o governo a criação de uma linha de financiamento para troca de pneus, nos moldes do programa Move Brasil, com previsão de lançamento ainda em 2026.

Por que isso importa? Esse é um cenário que pede atenção em duas frentes. Quem importa pneus pode enfrentar um ambiente regulatório mais restritivo nos próximos meses, com diferentes abordagens. Já para o mercado como um todo, a pressão sobre a indústria nacional afeta diretamente o custo logístico do país, uma vez que os pneus são um insumo crítico do transporte rodoviário. Qualquer desequilíbrio nessa cadeia pode se traduzir em fretes mais caros, menor disponibilidade de veículos e impacto em prazos de entrega.

FUPdate

🤖 US$ 500/h para treinar o ChatGPT: você topa?

A OpenAI quer transformar o ChatGPT em um especialista capaz de dominar qualquer profissão. Para isso, a empresa recrutou milhares de freelancers com a missão de ensinar ao chatbot as particularidades de mais de 400 ocupações, de pilotos comerciais e farmacêuticos a cientistas do solo e gerentes agrícolas.

A iniciativa é conduzida pela Handshake AI, startup de rotulagem de dados sediada em São Francisco, com uma trajetória incomum: nasceu como plataforma de emprego para jovens profissionais e se reinventou como grande prestadora de serviços para o setor de inteligência artificial.

O projeto, conhecido internamente como Stagecraft, mobiliza entre 3.000 e 4.000 contratados de diversas áreas.

Cada um recebe ao menos US$ 50 por hora para construir personas detalhadas e elaborar tarefas que reproduzam o cotidiano de sua profissão. Para funções altamente especializadas, o site da empresa anuncia remunerações de até US$ 500 por hora, embora nem todas estejam ligadas a projetos da OpenAI

Um manual de treinamento obtido pelo Business Insider orienta os contratados a concentrar esforços no "trabalho intelectual, não no trabalho manual". O objetivo é duplo: mapear tarefas de peso econômico e avaliar o desempenho do ChatGPT diante de demandas específicas de cada área.

O escopo é amplo e inclui medicina de emergência, escultura, composição musical, criação animal e aviação. Uma planilha acessada pela reportagem listava centenas de ocupações ao lado de dados pessoais dos participantes, o suficiente para evidenciar tanto a escala do projeto quanto a sensibilidade das informações em jogo.

Com os principais modelos de IA já bastante desenvolvidos para tarefas cotidianas, as empresas passaram a disputar algo mais difícil de replicar: o conhecimento de profissionais experientes.

Um despachante aduaneiro com duas décadas de prática, por exemplo, não apenas conhece as regras de classificação fiscal e os trâmites de uma importação, mas também sabe interpretar ambiguidades regulatórias e antecipar exigências da fiscalização.

É exatamente esse tipo de discernimento, construído ao longo de anos, que separa um especialista de verdade de um chatbot competente, porém genérico. Para capturá-lo, empresas de dados terceirizadas como Handshake AI, Scale AI, Surge e Mercor cresceram rapidamente, recrutando profissionais credenciados para produzir o material de treinamento que os modelos ainda não conseguem obter por conta própria.

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👀 Petrobras mira autossuficiência no diesel em cinco anos

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a estatal estuda se tornar autossuficiente na produção de diesel em até cinco anos. Hoje, o Brasil importa cerca de 30% do combustível consumido. O plano, que será discutido internamente a partir de maio, prevê expandir a produção em cerca de 300 mil barris por dia e pode alcançar 100% da demanda nacional.

Entre as ações já em curso estão a expansão da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, que deve passar de 230 mil para 300 mil barris diários, e o aumento da capacidade da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, que, juntamente com o Complexo Boaventura, deve saltar de 240 mil para 350 mil barris por dia.

O anúncio ocorre em um momento de forte pressão sobre os combustíveis.A guerra no Irã, iniciada em fevereiro, levou o barril de petróleo tipo Brent de cerca de US$ 70 para mais de US$ 101, impactando toda a cadeia energética mundial.

O querosene de aviação (QAV) foi o primeiro a sentir o baque: a Petrobras chegou a anunciar um reajuste de 54,8% para abril, mas recuou e limitou o aumento imediato a 18%, deixando o restante parcelado em até seis vezes para as distribuidoras, a partir de julho. Mesmo assim, as passagens aéreas já acumulam alta média de 15% em dez dias.

Leia também:

🚢 Conflito no Oriente Médio empurra combustíveis marítimos a recordes históricos

A escalada do conflito no Oriente Médio segue pressionando o mercado internacional de combustíveis marítimos, com preços em alta e volatilidade acentuada em todos os principais centros de abastecimento.

O cenário é de escassez generalizada, com interrupções nas cadeias de suprimento impactando diretamente os custos do transporte marítimo.

Na última semana, os principais índices registraram altas expressivas:

  • O HSFO 380 subiu US$ 9,55, chegando a US$ 790,51/MT, enquanto o VLSFO avançou US$ 15,64, para US$ 949,88/MT.

  • O MGO LS saltou US$ 28,21 e ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1.600/MT, um recorde histórico para toda a série de dados da MABUX desde 2001.

  • Em Singapura, o spread chegou a atingir US$ 193,00 durante a semana, enquanto o spread da ECA de Istambul oscilou entre US$ 100,00 e US$ 200,00 no mesmo período.

No mercado de gás, o Standard Chartered projeta que os preços de referência do TTF europeu podem superar os 80 €/MWh caso o conflito se prolongue.

O impacto nos portos também é severo. Segundo análise da consultoria Kpler, 128 navios porta-contêineres estão retidos no Golfo Pérsico, representando uma perda de capacidade de 470.000 TEUs.

Mesmo que todos os portos alternativos — como Jeddah, Fujairah e Mersin — operassem no limite histórico, cobririam apenas 62% do volume deslocado.

Segundo Sergey Ivanov, diretor da MABUX, enquanto as tensões geopolíticas persistirem, a instabilidade deve continuar ditando o ritmo dos preços.

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