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Brasil bloqueia acordo na OMC
Frota brasileira roda mais de 100 mil km/ano e acende alerta na logística; Cancelamentos no transporte marítimo chegam a 5% nas rotas Leste-Oeste; Mercados mais arriscados do mundo em 2026
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📊 Um Gráfico

Mercados mais arriscados do mundo (2026)
O mapa de prêmios de risco de ações, baseado nos dados do professor Aswath Damodaran (NYU), revela a compensação extra que os investidores exigem para aplicar capital em diferentes países.
Em termos simples: quanto maior a porcentagem, maior o risco percebido e maior o retorno exigido pelos investidores.
Em 2026, o cenário é polarizado.
Líderes em Risco (30,9%): Bielorrússia, Líbano, Sudão e Venezuela encabeçam a lista devido a guerras, colapso econômico e sanções.
Países como Alemanha, Canadá, Suíça e Cingapura representam o menor risco mundial (abaixo de 4,5%).
Estados Unidos (4,5%): apresentam risco superior a seus pares desenvolvidos, refletindo as incertezas políticas.
Apenas 19 nações mantêm porcentagens abaixo de 5%.
Com um prêmio de risco de 7,5%, o Brasil ocupa uma posição intermediária. Embora distante do "grau de investimento" das nações de 4%, o país mostra-se mais resiliente que vizinhos, como Argentina (13,9%) e Venezuela, Equador e Bolívia, sendo o Chile o mais bem colocado (5,3%).
Um risco de 7,5% encarece o financiamento de exportações e importações, tornando os produtos brasileiros menos competitivos no preço final.
Contudo, em um mundo onde o conflito no Irã e no Leste Europeu eleva a volatilidade, a estabilidade relativa do Brasil o posiciona como um fornecedor confiável de commodities.
O desafio brasileiro é converter essa percepção de risco moderado em reformas que reduzam o "Custo Brasil", permitindo que o exportador compita por eficiência e não apenas pela desvalorização cambial.

🚛 Frota brasileira roda mais de 100 mil km/ano e acende alerta na logística
Caminhões novos no Brasil percorrem, em média, 106 mil quilômetros por ano, um ritmo intenso que reflete a dependência do país do transporte rodoviário, responsável por 65% de toda a movimentação nacional de cargas.
Os dados são de um levantamento da CNT (Confederação Nacional do Transporte), baseado em mais de 1,4 milhão de avaliações de cerca de 200 mil veículos pesados entre 2022 e 2025.
O estudo mostra que o pico de uso ocorre nos primeiros anos de vida do veículo. A partir do sexto ano, a média cai para cerca de 74 mil km/ano, com os caminhões mais velhos migrando para rotas regionais e operações de menor exigência.
Por conta disso, a entidade ressalta a importância da coleta de dados sobre o padrão de rodagem, permitindo um planejamento mais preciso das manutenções, reduzindo falhas e aliviando custos operacionais.
O grande desafio, porém, está na frota autônoma: mais de 769 mil veículos com idade média de 22 anos, elevando custos de manutenção, riscos operacionais e emissões poluentes. Um caminhão pode ultrapassar 1,8 milhão de km ao longo de 30 anos de uso.
Diante do cenário, a CNT defende a adoção de critérios mais precisos para renovação de frota, levando em conta não só a idade, mas o nível real de utilização dos veículos.
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🚢 Cancelamentos no transporte marítimo chegam a 5% nas rotas Leste-Oeste
O setor de transporte marítimo de contêineres registra pressão crescente, mas ainda opera com relativa estabilidade. Segundo análise semanal da consultoria Drewry, entre 28 de março e 3 de maio são esperados 38 cancelamentos de um total de 706 partidas programadas nas principais rotas Leste-Oeste, uma taxa de 5%.
A maior concentração de cancelamentos está na rota transpacífica rumo ao leste (58% do total), seguida pela Ásia-Europa/Mediterrâneo (26%) e pela transatlântica em direção ao oeste (16%).
Entre as alianças, a Gemini Cooperation se destaca como a mais confiável, com apenas 1% de cancelamentos.
A Drewry alerta, porém, que os ajustes refletem pressões mais profundas, uma vez que companhias de navegação enfrentam custos operacionais crescentes em um cenário marcado pelo conflito entre EUA, Israel e Irã.
O congestionamento portuário também aumenta no Sul da Ásia e no Oriente Médio, com atrasos em diferentes pontos de transbordo.
O impacto já se reflete nos preços. O Índice Mundial de Contêineres subiu 5% na semana, atingindo US$ 2.279 por FEU em 26 de março. Para a consultoria, o ambiente segue administrável, mas exigirá planejamento cada vez mais ágil e flexível dos embarcadores.

👀 Brasil bloqueia acordo na OMC sobre tarifas no comércio eletrônico
As negociações da OMC se encerraram em impasse na última segunda-feira, em Yaoundé, Camarões, após o Brasil bloquear a extensão de uma moratória que impede a cobrança de tarifas alfandegárias sobre transmissões eletrônicas, como downloads digitais e streaming.
A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, confirmou que a moratória expirou, o que significa que os países podem aplicar tarifas sobre produtos eletrônicos.
Ela acrescentou que a OMC espera poder restabelecer a moratória e que Brasil e EUA precisam de mais tempo para chegar a um acordo sobre o assunto.
O impasse se deu pela distância entre as posições dos dois países, os EUA queriam uma extensão permanente, enquanto o Brasil defendia apenas dois anos, como nas conferências anteriores, sob a justificativa das rápidas mudanças no comércio digital.
Uma proposta intermediária de quatro anos não avançou.
O representante comercial americano, Jamieson Greer, gerou desconforto ao sugerir que haveria "consequências" caso os EUA não obtivessem uma extensão de longo prazo, uma vez que a obtenção de um acordo sobre a moratória do comércio eletrônico foi considerada fundamental para garantir o apoio dos EUA à OMC.
Agora as conversas devem continuar em Genebra, em maio.
Por que isso importa? O debate sobre a reforma surge em meio a esforços para reformular as regras da OMC, em um cenário no qual EUA e União Europeia argumentam que a China, em particular, tem se aproveitado das regras atuais em benefício próprio, enquanto prejudica os interesses de ambos.
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