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Brasil suspende cacau africano
Guerra da IA entre EUA e China; Transportadora é condenada após furto de carga; Mercosul e Egito eliminam últimas tarifas de acordo de livre comércio;

🚛 Transportadora é condenada após furto de carga
Uma transportadora foi responsabilizada judicialmente após perder uma carga de 576 caixas de macarrão instantâneo por “descuido na entrega”. O caso foi julgado pela 21ª Vara Cível de Goiânia.
A empresa havia sido contratada para transportar a mercadoria de Hidrolândia (GO) até São Paulo. No dia previsto, o motorista deixou a carga na via pública antes do horário combinado, seguindo orientação da própria transportadora e os produtos acabaram sendo furtados.
Para o juiz, a empresa não adotou as precauções necessárias para proteger a mercadoria, descumprindo o Código Civil, que exige cuidado e guarda dos bens durante o transporte.
A transportadora foi condenada a devolver o valor adiantado do frete, ressarcir o prejuízo com a carga perdida e pagar indenização por danos morais à contratante.
O caso acende um alerta para transportadoras. A falta de atenção adequada aos deveres de segurança na entrega pode gerar custos extras, que são de responsabilidade da empresa contratada.
FUPdate

🤖 Anthropic afirma que laboratórios chineses de IA usaram 24 mil contas falsas para copiar o Claude
A Anthropic acusou formalmente, nesta segunda-feira (20), três gigantes chinesas de IA — DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax — de utilizarem cerca de 24 mil contas fraudulentas para “extrair” conhecimento de seu chatbot, o Claude.
De acordo com um relatório divulgado inicialmente pela Fox News Digital, a empresa descreveu a operação coordenada como um caso de “destilação em escala industrial”.
Ao todo, as três empresas realizaram mais de 16 milhões de consultas ao Claude com o objetivo de treinar e aprimorar seus próprios sistemas. Segundo dados do The Wall Street Journal, o volume de atividade variou entre as envolvidas: a MiniMax foi responsável por 13 milhões de interações, a Moonshot AI por 3,4 milhões e a DeepSeek por 150 mil.
A Anthropic identificou a ofensiva por meio do cruzamento de endereços IP, metadados de requisições e padrões de infraestrutura que destoavam do tráfego comum.
O foco das consultas não era interações triviais de usuários comuns, mas sim as capacidades mais sofisticadas do Claude, como raciocínio complexo, programação e utilização de ferramentas.
“Estamos convictos de que esses laboratórios estavam conduzindo ataques de destilação em massa”, afirmou Jacob Klein, chefe de inteligência de ameaças da Anthropic.
A destilação é uma técnica de treinamento em que um modelo menor aprende com as respostas de um modelo mais robusto. Embora laboratórios de ponta a utilizem internamente para criar versões mais eficientes de seus próprios sistemas, a Anthropic ressaltou que essas campanhas foram clandestinas e projetadas para “encurtar” anos de pesquisa, aprendizado e investimentos.
Klein alertou que, embora o acesso a chips avançados seja fundamental para a liderança no setor, as autoridades devem encarar a questão de forma holística, já que a destilação oferece um caminho paralelo para que concorrentes reduzam rapidamente a distância tecnológica.

🤝 Mercosul e Egito eliminam últimas tarifas de acordo de livre comércio
Nove anos após entrar em vigor, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Egito eliminará, até setembro de 2026, as últimas tarifas de importação previstas na negociação.
Os produtos da chamada “cesta D”, que inclui plásticos, coco, derivados e castanhas, serão os beneficiados nesta etapa final.
De acordo com um levantamento feito pela Inteligência de Mercado da Câmara Árabe, em 2025, o Brasil exportou US$ 37 milhões de produtos da cesta D ao Egito e importou cerca de US$ 195 milhões de produtos da categoria. Os principais produtos comprados foram morangos congelados, fios-máquinas de ferro ou aço não ligado, outros objetos para serviço de mesa e cozinha e cordas e cabos de ferro ou aço não isolados.
O acordo foi assinado em 2010 e começou a vigorar em setembro de 2017, com um cronograma gradual de redução de impostos dividido em cinco grupos de produtos. A cesta D teve suas taxas reduzidas em 10% ao ano até a isenção total prevista para este ano.
Os resultados até agora demonstraram como as isenções fortaleceram a relação bilateral entre os países:
As exportações brasileiras ao Egito saltaram de US$ 1,7 bilhão em 2016 (quando o acordo ainda não vigorava) para US$ 3,9 bilhões em 2025;
Já as importações cresceram de US$ 94 milhões para US$ 1,38 bilhão no mesmo período.
Milho, açúcar e carne bovina lideram as vendas brasileiras; fertilizantes dominam as compras.
Por que isso importa? Além de ter um grande mercado, o Egito funciona como porta de entrada para a África, o que o torna de grande interesse para os países do Mercosul, principalmente para o Brasil, que tem um superávit expressivo com a região.
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🍫 Brasil suspende importação de cacau da Costa do Marfim por risco fitossanitário
O Ministério da Agricultura decidiu suspender, de forma imediata e temporária, as importações de amêndoas de cacau da Costa do Marfim por risco fitossanitário. A medida foi publicada no DOU nesta terça-feira (24) e vale até que o país africano apresente garantias formais sobre a origem dos grãos exportados ao Brasil.
Avaliações técnicas apontaram possibilidade de triangulação comercial, em que grãos de países vizinhos, como Gana, Guiné e Libéria, podem estar sendo misturados ao cacau marfinense antes da exportação para o Brasil.
Como Libéria e Guiné não têm autorização para exportar o produto ao Brasil, a mistura representaria risco de entrada de pragas e doenças no país.
A Costa do Marfim é o maior produtor mundial de cacau e responde por 81% das importações brasileiras do grão. Em 2025, o Brasil importou cerca de 42 mil toneladas, enquanto produziu 186 mil toneladas, sendo o Pará o maior estado produtor.
A medida também atende a uma reivindicação de produtores rurais, articulada pelo governador do Pará, Helder Barbalho, junto ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Enquanto entidades do agro, como a CNA, apoiaram a suspensão como uma medida importante de proteção ao setor, a indústria processadora de cacau (AIPC) recebeu a notícia com preocupação e pediu que qualquer decisão seja baseada estritamente em critérios técnicos e científicos.
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