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₿ Receita Federal restringe uso de criptomoedas em importações
A Receita Federal publicou nesta segunda-feira (26) uma instrução normativa que muda as regras para quem usa criptomoedas para pagar importações. A medida segue um entendimento da Organização Mundial das Aduanas (OMA) e vale para bitcoin, outras criptomoedas e até stablecoins.
Nesse caso, se o contrato de compra estiver denominado apenas em cripto, sem uma moeda oficial, como dólar ou real, a Receita não reconhecerá aquele valor como base de cálculo do imposto de importação.
Em vez disso, o órgão utiliza métodos alternativos, como a comparação com preços de produtos similares, o que pode resultar em uma tributação bem mais alta do que o valor efetivamente pago pelo importador.
Mas há uma saída. Se o contrato fixar o preço em moeda tradicional, como o dólar, e apenas o pagamento final for liquidado em cripto, o cálculo segue as regras normais.
Mesmo assim, a Receita poderá exigir extratos de carteiras digitais e contratos para comprovar os valores declarados. Ou seja, o uso de criptomoedas é livre no Brasil, mas, na alfândega, quem ainda manda é a moeda tradicional.
FUP EXPLICA: a medida revela uma tensão estrutural entre a adoção crescente de criptomoedas e a soberania monetária do Estado. Enquanto o mercado já trata ativos digitais como referência legítima de preço, o fisco ainda exige que os contratos sejam expressos em moeda soberana para reconhecer a base de cálculo tributária.
Isso penaliza quem opera nativamente em cripto e força uma dupla referência contábil, mantendo a moeda tradicional como camada obrigatória mesmo em contratos que poderiam existir integralmente no ambiente digital.

🤔 Porque crescer no comex sem planejamento pode virar uma armadilha
O Brasil encerrou 2025 com o maior número de empresas exportadoras da série histórica. Dados divulgados pelo MDIC indicam que foram 29.818 exportadoras ativas, 971 a mais que em 2024, o que representa uma alta de 3,4%.
Os números positivos, porém, conviveram com um ambiente externo turbulento. As tarifas impostas pelo governo Trump chegaram a 50% sobre produtos brasileiros, derrubando as exportações para os EUA em 6,6% no acumulado de 2025.
Paralelamente, tensões no Oriente Médio pressionaram rotas marítimas e seguros de carga, enquanto indicadores internacionais de frete, como o SCFI, registraram oscilações relevantes ao longo do ano.
E o cenário de 2026 segue pressionado: relatórios da UNCTAD apontam incertezas regulatórias, custos logísticos e gargalos portuários como principais fatores de risco para a fluidez do comércio internacional.
Para Vicente Santos, diretor de operações de comércio exterior, os números revelam uma oportunidade, mas também um risco. “O principal divisor de águas é a capacidade de antecipar problemas em vez de apenas reagir a eles. No comex, resolver depois quase sempre custa mais caro”, afirma.
Segundo ele, os primeiros sinais de ineficiência aparecem na operação, com perda de previsibilidade, erros de documentação e descaso com indicadores como demurrage e prazo de desembaraço, antes de qualquer impacto nos resultados financeiros.
Santos alerta também para a armadilha do capital de giro onde muitas empresas calculam só o custo da compra e ignoram a variação cambial, tributos e o tempo em que o dinheiro fica preso entre embarque e venda.
“O crescimento acaba virando pressão financeira em vez de lucro”, resume. Diante da instabilidade geopolítica, ele reforça que sobreviver exige preparo antes da crise.
O ideal é sempre buscar diversificação de fornecedores, rotas alternativas e manter um caixa com margem real.
🎙️Conferiu o último episódio do Invoice Cast?

A crise financeira de 2008 é ainda é o maior colapso financeiro mundial do século 21, entenda como ocorreu, as principais causas e quais foram consequências imediatas que afetaram o comércio exterior brasileiro e o mundo.

🍷 Chile quer conquistar o paladar brasileiro além do salmão e do vinho
O Chile está de olho no mercado brasileiro e quer ir muito além dos produtos que já fazem sucesso por aqui. Uma comitiva de 22 empresas chilenas participou de uma feira em São Paulo neste mês para apresentar novidades como pisco, cerejas frescas, azeite de oliva, cervejas artesanais e queijos premium, apostando em consumidores que já conheceram esses sabores durante viagens ao país vizinho.
O Brasil é hoje o principal destino das exportações chilenas na América Latina. Só entre janeiro e abril de 2026, as vendas somaram US$ 897 milhões. O salmão ainda lidera, com 40% do total, e os vinhos chilenos já representam 44% de todos os vinhos importados consumidos pelos brasileiros.
A estratégia também passa pela logística. O Corredor Rodoviário Bioceânico de Capricórnio, que vai ligar o Mato Grosso do Sul aos portos do norte do Chile passando por Paraguai e Argentina, promete baratear e agilizar o transporte.
Além disso, a adesão à Convenção TIR vai permitir que cargas cruzem fronteiras sem burocracia repetida, garantindo mais frescor e menos custo nas prateleiras brasileiras.
FUP EXPLICA: ao apostar em produtos de maior valor agregado e nicho premium, o Chile testa se o brasileiro que experimentou pisco ou azeite numa viagem a Santiago está disposto a reproduzir esse consumo em casa, o que exigiria não só mudar hábitos mas também competir com marcas europeias já consolidadas no imaginário local.
Ao mesmo tempo, a combinação do Corredor Bioceânico com a Convenção TIR aponta para uma integração logística sul-americana que, se funcionar, abrirá espaço para categorias que hoje nem chegam às gôndolas brasileiras por inviabilidade de transporte.

🧊 Tecnologia digital revoluciona o transporte refrigerado no Brasil
Manter a carga gelada já não é suficiente. O transporte refrigerado no Brasil está passando por uma transformação silenciosa. A tecnologia digital está assumindo o protagonismo que antes era exclusivo da robustez mecânica dos equipamentos.
Telemetria, monitoramento remoto de temperatura e alertas em tempo real avançam nas operações de carga sensível, especialmente nos setores alimentício, farmacêutico, de cosméticos e químicos.
A pressão vem de todos os lados: exigências sanitárias mais rígidas, demanda por rastreabilidade e a necessidade de reduzir perdas financeiras causadas por falhas térmicas, que podem resultar em descarte total da carga.
O movimento também acompanha a digitalização crescente na logística. Embarcadores passam a exigir histórico confiável de temperatura, visibilidade operacional e rastreamento em tempo real. Reduzir consumo de combustível e emissões entrou igualmente na conta.
FUP EXPLICA: a virada digital no transporte refrigerado transforma um elo historicamente opaco da cadeia de suprimentos em algo auditável e responsabilizável, o que tem consequências práticas diretas: embarcadores passam a poder exigir comprovação de que um medicamento ou alimento manteve a temperatura correta do armazém até a entrega, reduzindo tanto o risco sanitário quanto o litígio por carga avariada.
Mas o impacto mais profundo é estrutural, pois ao tornar os dados de temperatura um ativo rastreável, essa tecnologia pressiona toda a cadeia a elevar seus padrões, favorece transportadoras que investiram em digitalização e tende a excluir gradualmente operadores que ainda dependem apenas da robustez mecânica do equipamento sem controle inteligente.
📦Consolidado de Notícias do Dia
✈️ Passo Fundo quer virar polo gaúcho de carga aérea, com projeto que prevê investimentos de R$ 36 milhões. Leia mais.
🏗️ Explosão de cargas pressiona acessos ao Porto de Santos. Movimentação supera 42 milhões de toneladas no trimestre e amplia pressão sobre rodovias, ferrovias e armazenagem. Leia mais.
🍷 Acordo Mercosul-UE aumenta concorrência de vinhos europeus na América do Sul. Leia mais.
🚢 Maersk lança serviço marítimo para fortalecer a conectividade comercial entre a Índia e a China. Leia mais.
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Why does every QBR sound like it took an hour to prep?
The strategic-account QBR has a different feeling. The CSM walks in knowing the buying committee, usage trends, support history, news on the company. They've blocked an hour to prep. The customer feels seen.
The other 190 QBRs don't get that hour. The CSM scans the dashboard five minutes before the call. They wing it. The customer answers the same baseline questions for the third time this year.
What if every QBR was a strategic-account QBR? Two minutes before the call, your CSM has the full brief in Slack: usage trends, support history, NPS, news on the company, what their champion just posted on LinkedIn.
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