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💰"Super quarta" marca decisões opostas de Fed e Copom em meio à guerra no Oriente Médio

Na última quarta-feira (29), o mundo financeiro teve os olhos voltados para as decisões simultâneas dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos, a chamada "super quarta".

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,5% ao ano, no segundo corte consecutivo desde março.

A decisão veio dentro do esperado pelo mercado, mas foi acompanhada de cautela, já que os próximos passos dependerão dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e dos seus reflexos na inflação.

  • As projeções do mercado para a Selic seguem em 13% ao ano ao ano ao fim de 2026.

Do outro lado, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros americanos na faixa de 3,50% e 3,75%, pela terceira reunião consecutiva.

A alta dos preços mundiais de energia, impulsionada pela guerra, segue como principal obstáculo para cortes. A decisão foi marcada pelo maior número de votos dissidentes desde 1992, quando quatro dos 12 membros do comitê discordaram da postura adotada.

Para analistas, as duas decisões sinalizam uma fase mais cautelosa da política monetária internacional, ainda pressionada pelas incertezas geopolíticas.

FUPdate

🤖 Uma foto do olho, seis pistas sobre a saúde: IA avança na triagem de doenças

Um estudo divulgado em 24 de abril apresentou um sistema de inteligência artificial capaz de analisar imagens da retina para rastrear seis doenças endócrinas e metabólicas, entre elas o diabetes tipo 2, hipertensão, hiperlipidemia, gota, osteoporose e doença da tireoide. 

Batizada de Reti-Pioneer, a tecnologia foi desenvolvida para funcionar como ferramenta de triagem rápida, usando fotografias coloridas do fundo do olho combinadas com dados clínicos básicos.

A proposta é que a retina sirva como um indicador da saúde geral do organismo, já que alterações observadas nessa região podem refletir problemas sistêmicos. De acordo com os pesquisadores, o sistema foi treinado com 107.730 imagens de retina de 53.865 pessoas, a partir de bases como o UK Biobank e conjuntos de dados hospitalares e comunitários da China.

Nos testes internos, a IA apresentou os melhores resultados na triagem de diabetes tipo 2 e gota, com os diagnósticos mais precisos entre as doenças avaliadas. Para osteoporose, os resultados foram intermediários, enquanto hipertensão, hiperlipidemia e doença da tireoide apresentaram desempenho mais moderado.

Em uma avaliação feita em paralelo ao atendimento convencional, com 1.017 participantes, o sistema gerou resultados em cerca de 30,6 segundos, enquanto o fluxo tradicional baseado em exames laboratoriais levava aproximadamente oito horas.

Já em um piloto clínico posterior, com 606 participantes, a ferramenta manteve um desempenho relevante em algumas condições, com destaque para hipertensão, osteoporose, gota e diabetes tipo 2.

O principal achado é que uma única foto da retina, analisada por IA, pode acelerar a triagem de pessoas com maior risco de doenças crônicas e ampliar o acesso a avaliações iniciais em serviços de saúde. 

Os autores ressaltam que a tecnologia não substitui o diagnóstico médico tradicional e deve ser usada como apoio para identificar pacientes que precisam de exames confirmatórios.

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🔩 KPM Logistics destaca estrutura vertical para liderar transporte de cargas projeto no Brasil

A KPM Logistics consolidou a sua unidade de negócios, a KPM Project, como uma referência no transporte de cargas de projeto, abrangendo categorias complexas como High & Heavy e Out of Gauge. Diferentemente de operadores logísticos convencionais, a divisão se destaca por uma estrutura verticalizada, na qual cada etapa é gerida por especialistas que dominam as particularidades e exigências técnicas dos projetos mais desafiadores.

A empresa marcou presença na 30ª edição da Intermodal South America, realizada entre 14 e 16 de abril de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Sua participação reforçou o posicionamento da KPM como um player de destaque no segmento de cargas especiais no mercado brasileiro.

O planejamento da unidade engloba desde estudos minuciosos de rota até a modelagem detalhada de custos, garantindo segurança e eficiência técnica. Segundo Carlos Souza, gerente da Divisão de Cargas Projeto da KPM, essa organização é o pilar do negócio:

“A nossa ideia ao fundar a KPM Project foi estruturar um departamento vertical com profissionais dedicados exclusivamente a este segmento. O cliente ganha a segurança de ter o seu projeto gerido, do início ao fim, por quem entende as complexidades do setor”, explica. 

Para a companhia, essa expertise humana é o que garante o êxito das operações, indo além da capacidade dos equipamentos. Souza ressalta que, diante das carências da infraestrutura nacional, a resiliência técnica da equipe é o que viabiliza o negócio:

“Ao 'pensar fora da caixa', conseguimos encontrar soluções para viabilizar os projetos. Mesmo com uma infraestrutura menos eficiente que a de outros países, o Brasil possui muitos portos e diversas opções que, se bem exploradas, garantem que o projeto aconteça com sucesso.” 

Além do know-how local, a KPM Project conta com o suporte de uma robusta rede internacional de agentes especializados no transporte de cargas pesadas e superdimensionadas, permitindo oferecer assistência técnica em qualquer lugar do mundo. 

O foco permanece em converter desafios logísticos em oportunidades, buscando melhorias contínuas para entregar o melhor serviço aos seus parceiros

🚢 Por que crescem as preocupações em relação ao Estreito de Malaca, a principal rota marítima da Ásia?

A turbulência no Estreito de Ormuz acendeu um alerta para outra rota marítima vital, o Estreito de Málaca, na Ásia. O corredor aquático, que separa a Indonésia da Malásia e desemboca em Cingapura, responde por mais de um quinto de todo o comércio marítimo internacional.

Os números impressionam: em 2025, mais de 102.500 navios transitaram pelo estreito e, só no primeiro semestre daquele ano, cerca de 23,2 milhões de barris de petróleo por dia passaram pela rota, um volume superior ao registrado no próprio Estreito de Ormuz no mesmo período.

Petróleo, gás natural liquefeito, carvão, minério de ferro e produtos manufaturados estão entre as cargas que cruzam diariamente o canal.

Embora o Estreito de Málaca seja regido por normas internacionais que garantem livre passagem, a preocupação se instalou depois que um ministro indonésio mencionou a ideia de cobrança de pedágio para navios em trânsito, após o Irã ter tomado medidas semelhantes no Estreito de Ormuz. A ideia foi rapidamente descartada.

Pelo direito internacional, o estreito é classificado como rota de trânsito global, o que impede qualquer bloqueio ou cobrança unilateral.

A China é o país mais vulnerável a qualquer instabilidade na rota, já que é a maior importadora de petróleo do mundo e depende fortemente do corredor para seu abastecimento energético, um dilema estratégico conhecido como "Dilema de Málaca".

Com apenas 2,7 km de largura em seu ponto mais estreito e registros crescentes de pirataria, cerca de 108 ataques em 2025, o estreito segue sendo um dos pontos mais sensíveis do comércio mundial.

Por que isso importa? O episódio mostra como uma única decisão política, como a cobrança de pedágio em Ormuz pelo Irã, foi suficiente para fazer um ministro indonésio, do outro lado do mundo, cogitar o mesmo. A reação mostra como o comércio exterior opera em um ambiente de interdependências frágeis, onde um movimento geopolítico pode, em questão de horas, gerar efeitos em cadeia em rotas, preços e decisões logísticas a milhares de quilômetros de distância. Para empresas que operam no comércio internacional, isso reforça a importância de monitorar o cenário geopolítico de forma contínua, pois o que acontece no Oriente Médio hoje pode encarecer um frete para a Ásia amanhã.

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