Crise venezuelana pode abrir caminhos para o Brasil?

Países com as maiores reservas de petróleo; Tarifas mexicanas aprofundam temores de uma guerra comercial a nível mundial; Publicada no DOU taxa para estimativa da capacidade financeira no RADAR/Siscomex

📊 Um Gráfico

Os países com as maiores reservas de Petróleo

Os 4 maiores (Venezuela, Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos) possuem mais da metade das reservas mundiais. 

Mesmo estando em um movimento de transição energética, o combustível fóssil ainda atende 70% da demanda mundial de energia.

Além da demanda energética, vale lembrar que ele é usado em:

  • Agronomia (agrotóxicos e fertilizantes)

  • Produção de plástico (sacolas, embalagens, eletrodomésticos e brinquedos)

  • Produção de borracha (pneus, solados de calçados)

  • Construção civil (tintas, adesivos, fibras, polímeros)

  • Óleos lubrificantes.

Atualmente, estes são os países que mais produzem petróleo por mês no mundo: 

  1. Estados Unidos  

  2. Arábia Saudita 

  3. Rússia  

  4. Canadá  

  5. China  

  6. Iraque  

  7. Brasil  

  8. Emirados Árabes Unidos 

  9. Irã 

  10. Kuwait 

🤯 Tarifas mexicanas aprofundam temores de uma guerra comercial em nível mundial

O Brasil inicia 2026 enfrentando novos desafios tarifários. Após isenções parciais dos aumentos dos EUA, agora enfrenta tarifas mexicanas de até 35%, que entraram em vigor em 1º de janeiro.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), as tarifas podem afetar US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras, atingindo 232 produtos. O México foi o sétimo maior destino das exportações brasileiras em 2024, totalizando US$ 7,1 bilhões.

O governo mexicano justifica a medida como proteção à produção nacional e aos 350 mil empregos em setores como calçados, têxteis e automóveis. Um estudo da CNI concluiu que a China será a mais afetada, seguida por outras nações asiáticas (Coreia do Sul, Índia e Tailândia), com o Brasil na quinta posição.

“A decisão do México de impor tarifas contra o Brasil é, infelizmente, o primeiro passo para consolidar no mercado internacional uma prática de ações tarifárias unilaterais”, afirmou José Augusto de Castro, presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB).

Especialistas apontam que o protecionismo tem aumentado em todo o mundo, dando continuidade às medidas iniciadas por Trump. Recentemente, a China anunciou tarifas de salvaguarda sobre a carne bovina, e a Índia impôs tarifas de 11% a 12% sobre certos produtos siderúrgicos por um período de três anos, como parte de um esforço para conter as exportações chinesas.

Assim, as guerras comerciais se espalham gradualmente, empurrando-nos para um mundo mais autárquico, com tarifas mais altas e menos cooperação.

O precedente pode estimular outros países a adotarem medidas protecionistas similares, e dessa reação em cadeia surge uma guerra comercial, na qual todos passam a taxar uns aos outros sob o argumento de protecionismo e equalização tarifária.

Nesse sentido, especialistas destacam a importância de acompanhar os desdobramentos geopolíticos daqui para a frente para garantir mais segurança na tomada de decisões.

👀 Brasil vislumbra oportunidades com crise na Venezuela após captura de Maduro

A captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas em Caracas, no último final de semana, provocou turbulência política na Venezuela, mas pode abrir possibilidades comerciais para o Brasil.

Até o momento, Delcy Rodríguez, aliada de Maduro, assumiu como presidente interina da Venezuela. A previsão é que esse cenário se mantenha, uma vez que Donald Trump descartou eleições nos próximos 30 dias, alegando ser necessário "consertar o país primeiro".

Trump projetou que as empresas petrolíferas levarão cerca de 18 meses para reconstruir a infraestrutura energética do país.

Esse cenário pode abrir espaço para o avanço de competidores no mercado internacional. Assessores do Itamaraty identificaram uma oportunidade de aumentar as vendas de petróleo à China, que é hoje a principal compradora do produto venezuelano (45% das exportações) e também do petróleo bruto brasileiro.

Os EUA, por sua vez, são o segundo maior comprador do Brasil de derivados de petróleo. Contudo, a participação dos norte-americanos tem apresentado tendência de queda nos últimos trimestres e pode diminuir ainda mais diante do aumento do comércio com a Venezuela.

Por isso, a avaliação é de que a invasão da Venezuela pode ser uma oportunidade para o Brasil diversificar o mercado e aumentar suas vendas.

Na avaliação da professora doutora Adriana Fabrini, coordenadora do curso de Administração, com linha de formação em Comércio Exterior da Universidade Estadual de Ponta Grossa, a mudança de perspectiva na Venezuela também pode facilitar a retomada da exportação de produtos de maior valor agregado, como veículos.

Anteriormente, no governo Chávez, o Paraná, por exemplo, era um grande exportador de veículos, mas no governo Maduro o principal produto de exportação passou a ser o papel.

Além disso, ela acredita que as indústrias de madeira e papel, que sofreram mais com o tarifaço de Trump, podem acabar se beneficiando da ampliação do mercado venezuelano.

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⚠️ Publicada no DOU taxa para estimativa da capacidade financeira no RADAR/Siscomex

Todo início de ano, a Receita Federal define a cotação média do dólar usada para estimar a capacidade financeira da pessoa jurídica e, assim, enquadrar sua habilitação no Siscomex (Expressa, Limitada ou Ilimitada), também conhecida como “RADAR”, registro obrigatório para empresas que importam e exportam no Brasil.

  • Para as modalidades Limitada e Ilimitada, em 2026, a Portaria Coana nº 180 fixou a cotação média em R$ 5,3076, aplicável aos requerimentos protocolados até 31/12/2026.

As modalidades estabelecem os limites, ou a ausência deles, referentes aos valores que uma empresa poderá importar em cada período consecutivo de 6 (seis) meses.

Tanto a solicitação de habilitação quanto a estimativa da capacidade financeira são realizadas por meio do Sistema Habilita, no qual é efetuado um cálculo com base na sistemática prevista na Portaria Coana nº 72/2020, para atribuir, de maneira automática, uma modalidade ao solicitante.

Caso a empresa entenda que a estimativa foi subavaliada, poderá solicitar revisão e fundamentar o pedido, por exemplo, com recursos de livre movimentação ou de liquidez imediata no ativo circulante, convertidos pela mesma cotação média, o que possibilita às empresas estimar qual modalidade melhor se enquadra considerando os recursos disponíveis.

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