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Do caos à cooperação: containers em crise e exportações em alta

Enquanto alguns containers se perdem pelo mundo, nosso frango encontra seu caminho até o México.

💥A palavra crise foi utilizada e está relacionada aos containers

Quando falamos que algo não está indo muito bem no Comércio Exterior, sabemos que trata-se de um dia normal e o ano de 2024 se destacou por problemas climáticos e bloqueios econômicos (alguns deles antes de 2024), os quais causaram entraves logísticos nos portos espalhados pelo globo, destacando-se:

  • O bloqueio dos Houthis no Mar Vermelho;

  • A seca no Canal do Panamá;

  • O bloqueio russo dos portos ucranianos;

  • O embargo econômico à Rússia;

  • Os ataques a navios no Mar Vermelho.

A falta de containers e os principais responsáveis

  1. Temos os conflitos geopolíticos que fecharam ou limitaram rotas importantes. Por exemplo, o Canal de Suez está operando com apenas 20% de sua capacidade devido a ataques no Mar Vermelho. Isso força os navios a fazerem rotas alternativas muito mais longas e, como resultado, os equipamentos demoram mais tempo para retornar.

  2. As questões climáticas estão afetando os portos. O Canal do Panamá, por exemplo, reduziu sua operação pela metade devido à seca. Isso significa que menos navios podem passar, criando gargalos no sistema.

  3. Quando os navios finalmente chegam aos portos, formam-se congestionamentos. Sobretudo Cingapura, o segundo maior porto do mundo, que está congestionado desde novembro.

Esses três fatores criaram um desequilíbrio na distribuição global de containers: enquanto em alguns portos há acúmulo de vazios, em outros há escassez.

Tendo em vista que 90% do comércio mundial depende do transporte marítimo, esse desequilíbrio afeta toda a cadeia logística.

🇧🇷 🤝 🇲🇽 Brasil mantém exportações de alimentos ao México

O Brasil deve manter um fluxo positivo de exportações de alimentos para o México em 2025, graças à renovação do Pacote contra Inflação e Desabastecimento (Pacic) mexicano.

A importância do Pacic:

  • Isenta Impostos de Importação para produtos da cesta básica;

  • Facilita a entrada de alimentos brasileiros no mercado mexicano;

  • Contribui para a segurança alimentar mexicana.

  • 205 mil toneladas de carne de frango exportadas (aumento de 18,8%);

  • 42 mil toneladas de carne suína enviadas (crescimento de 49,7%);

  • Receita total de US$ 620 milhões.

O México se destaca como importante parceiro comercial do Brasil, ocupando a 7ª posição nas importações de carne de frango e 10ª em carne suína. Além disso, o país é um relevante comprador de outros produtos brasileiros como leite e feijão.

O Ministério da Agricultura (MAPA) brasileiro e a ABPA mantêm perspectivas otimistas para 2025, ressaltando a solidez da parceria comercial entre os dois países e a competitividade dos produtos brasileiros no mercado mexicano.

🎙️Conferiu o último episódio do Invoice Cast?

Vamos relembrar tudo que aconteceu no ano em que pontes caíram, portos e aeroportos superlotaram, sofremos com atrasos em cronogramas e com as greves e paralisações realizadas por diversos órgãos públicos.

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