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Exportações do Brasil para os EUA desabam
Operadores logísticos aumentam investimentos mesmo com custos elevados; Além do contêiner: por que a logística de frio no Brasil não aceita erros; Maersk anuncia sobretaxa de combustível no transporte rodoviário a partir de março
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👀 Operadores logísticos aumentam investimentos mesmo com custos elevados
O setor logístico brasileiro está de olho no futuro. Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol), 68% dos operadores logísticos aumentaram seus investimentos, com foco em tecnologia, infraestrutura e equipamentos, mesmo diante de um cenário de custos elevados.
Esse movimento tem sido ainda maior entre as companhias de grande porte, com faturamento acima de R$ 600 milhões, das quais 82% reforçaram os aportes. Entre as de médio porte, com faturamento a partir de R$ 100 milhões, o índice foi de 67%, e nas pequenas, 57%.
Na ponta dos gastos, softwares lideram as prioridades:
83% dos OLs destinaram recursos para softwares em 2024, superando os 80% registrados em 2022;
A modernização de instalações e infraestrutura aparece logo atrás, com 78% das empresas investindo nessa frente;
Novos equipamentos foram citados por 69% dos respondentes, enquanto 57% aumentaram ou renovaram frotas;
Outros 55% destinaram valores à aquisição de ativos como caixas, pallets e mobiliário;
A incorporação de terrenos ou novas unidades foi citada por 33% dos participantes;
Apenas 10% das empresas apresentaram retração nos investimentos.
Para a Abol, os números mostram um setor resiliente, que combina digitalização e fortalecimento operacional para atender cadeias produtivas cada vez mais exigentes.

💊 Além do contêiner: por que a logística de frio no Brasil não aceita erros
A importação de medicamentos de alta complexidade expõe, como poucos segmentos, as fragilidades da infraestrutura logística brasileira. Para Vicente Santos, diretor de operações de comércio exterior e especialista em importação com anuência da Anvisa, o maior aprendizado que a logística brasileira adquiriu nos últimos anos é o fato de que a cadeia de frio exige muito mais do que a simples posse de um contêiner refrigerado.
Segundo Santos, o risco real está nas transições entre modais, na espera em pátios, nas filas alfandegárias, na transferência para armazéns e no tempo parado durante inspeções.
Houve também um grande amadurecimento a respeito da escolha de parceiros, pois, quando o assunto é carga crítica, não ganha quem promete o valor mais barato, mas aquele que entrega processo, redundância e SLA real.
Além disso, a infraestrutura disponível no país é desigual. Quando a operação não é projetada para o pior cenário, qualquer atraso pode resultar em ruptura de temperatura e, consequentemente, na perda irreversível da carga.
Outro avanço que o especialista destaca é a importância da valorização da rastreabilidade. Loggers bem configurados, leitura contínua e documentação rigorosa do histórico de temperatura devem ser parte intrínseca do produto e estar no mesmo patamar de importância que o frete.
"Quem não mede, não prova", resume bem a lógica que define as melhores operações do setor.
Na gestão de riscos, é importante manter protocolos simples e acionáveis, não apenas planos bem formatados em papel. O mínimo indispensável inclui redundância de energia, monitoramento em tempo real com alertas e responsáveis claramente nomeados, além de rota de contingência física, com câmara fria alternativa e transportadora habilitada para remoção imediata da carga.
No âmbito alfandegário, a preparação começa antes do embarque com a pré-checagem documental, reserva de estrutura com capacidade de frio e um plano detalhado para o canal vermelho, com papéis definidos para cada etapa.
Em cargas farmacêuticas, contingência de verdade significa ter a opção B pronta antes de o problema ocorrer, porque, depois que a temperatura oscila, não há correção possível.

🚢 Maersk anuncia sobretaxa de combustível no transporte rodoviário a partir de março
A Maersk comunicou a implementação de um mecanismo de ajuste por combustível (Fuel Surcharge) em seus serviços de transporte rodoviário, válido a partir desta quarta-feira (11).
A medida foi motivada pela volatilidade nos preços do diesel provocada pelo atual cenário geopolítico.
O preço base de referência foi fixado em US$ 1,72 por litro, correspondendo ao valor de mercado registrado em 2 de dezembro de 2025, data em que foram fechadas as tarifas-base vigentes.
O ajuste será avaliado semanalmente, conforme a variação do diesel em relação a esse referencial.
De imediato, a empresa aplicará um acréscimo de 5% sobre as tarifas acordadas, sob o código de cobrança IFE/IFI. A escala de ajuste funcionará de forma progressiva: variações de até 5% não geram alteração; entre 5% e 10%, o ajuste é de 3%; entre 10% e 15%, sobe para 5%; e assim por diante, podendo chegar a 15% para oscilações entre 30% e 35%.
O mecanismo também permite reduções tarifárias caso o preço do combustível caia abaixo do valor de referência.

🏗️ Exportações brasileiras para os EUA caem pelo 7º mês seguido
As vendas brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 2,5 bilhões em fevereiro de 2026, uma queda de 20,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o Monitor do Comércio Brasil-EUA, da Amcham Brasil.
É o sétimo mês consecutivo de retração, ciclo que teve início em agosto de 2025, quando os EUA aplicaram sobretaxas de 40% a 50% sobre produtos brasileiros.
Entre os destaques negativos, o petróleo bruto despencou 80,7% e os combustíveis derivados recuaram 42,2%, mesmo sendo ambos isentos de sobretaxas, o que indica pressões além das tarifas. O café também surpreendeu negativamente, com queda de 40%.
No bimestre, as exportações totalizaram US$ 4,9 bilhões, baixa de 23,2%, marcando o pior início de ano desde 2023.
No campo positivo, uma decisão da Suprema Corte americana, no fim de fevereiro, derrubou as sobretaxas elevadas e adotou uma tarifa global de 10%. Os efeitos dessa mudança, porém, só devem aparecer nas estatísticas a partir de março.
As importações brasileiras de produtos americanos também registraram retração, colocando os Estados Unidos na terceira posição entre os principais fornecedores do Brasil, atrás de China e Coreia do Sul.
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