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Falta de diesel afeta 166 municípios
IA no Mar: velocidade demais, segurança de menos; Receita Federal esclarece novas regras para acesso a recintos alfandegados;
FUPdate

🤖 IA no Mar: velocidade demais, segurança de menos
Enquanto empresas disputam a adoção acelerada de ferramentas de inteligência artificial, a segurança segue como prioridade secundária. Os números falam por si: incidentes digitais ligados às empresas de navegação, apenas em 2025, cresceram 103% em relação a 2024, segundo o white paper da especialista CYTUR, que classifica o setor como portador de risco sistêmico.
Do lado humano, o quadro é igualmente inquietante. Uma pesquisa do IMarEST com 130 profissionais revelou que 80% acreditam na capacidade da IA de melhorar a eficiência. Ainda assim, 37% já presenciaram falhas ligadas a esses sistemas, e apenas 11% trabalham em empresas com alguma política formal sobre o uso da tecnologia.
Denis Morais, CEO da SSI, empresa canadense de software para estaleiros, não poupa palavras ao avaliar o cenário.
"Essa mentalidade de curto prazo cria a ilusão de progresso rápido, mas, no momento em que um sistema de IA é comprometido, as consequências podem ser catastróficas. A navegação é o sistema circulatório da economia global, e uma única brecha pode se propagar pelos mercados, cadeias de suprimento e segurança nacional."
A responsabilidade jurídica também entra na discussão. Anil Kumar Korupoju, inspetor sênior do Registro Indiano de Navegação, é direto ao delimitar o tema: "Se um sistema de IA contribui para uma decisão de navegação, a responsabilidade não recai sobre o algoritmo. Recai sobre o operador."
Katerina Raptaki, da NAVIOS SHIPMANAGEMENT, resume o dilema no relatório Maritime Cyber Trends 2026: os armadores estão implantando IA mais rápido do que estão definindo responsabilidades, e a pergunta após o próximo incidente não será sobre o erro, mas sobre os motivos pelos quais um modelo de linguagem foi designado para tal decisão.
No entanto, também há benefícios no horizonte. IMO e BIMCO apontam redução de até 70% no tempo de resposta a incidentes com o uso de IA na detecção de ameaças. O consenso dos especialistas, porém, é que o avanço tecnológico supera a capacidade regulatória do setor. No mar, isso transcende um problema de TI e se torna uma questão de segurança.
👀 Receita Federal esclarece novas regras para acesso a recintos alfandegados
A Receita Federal publicou a Nota Coana nº 32/2026, com orientações sobre a Portaria Coana nº 185, que traz mudanças nas regras de credenciamento e acesso a recintos alfandegados em zonas primária e secundária.
Entre as principais novidades está a obrigatoriedade de um curso básico de conhecimentos aduaneiros para quem precisa ingressar nesses espaços.
No entanto, a exigência só valerá após a disponibilização dos materiais instrucionais pela Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana). A estreia ocorre nos aeroportos, com previsão de que o conteúdo esteja disponível já no início de abril. Para os demais recintos, um cronograma será divulgado em breve.
A norma prevê flexibilidade: em casos excepcionais, o titular da unidade local da Receita pode dispensar ou adaptar a exigência do curso. Agentes e servidores de órgãos intervenientes também podem ser isentados mediante requerimento formal.
Para credenciamentos anteriores à portaria, haverá um prazo de transição para adequação gradual. Quem descumprir as regras está sujeito a advertência e, em caso de reincidência, à suspensão do credenciamento.
A medida visa padronizar os controles aduaneiros e aumentar a eficiência nas operações de comércio exterior.
🚢 Crise no Irã pesa no bolso da Hapag-Lloyd: até US$ 50 milhões extras por semana
A crise geopolítica envolvendo o Irã está saindo caro para a navegação internacional. A Hapag-Lloyd, uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, enfrenta custos adicionais entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões por semana em consequência do conflito, uma conta que deve ser repassada aos clientes.
O CEO da companhia alemã, Rolf Habben Jansen, atribuiu os gastos extras ao aumento no preço do combustível, à elevação dos prêmios de seguro e às tarifas de armazenagem de contêineres.
Desde 3 de março, a Hapag-Lloyd suspendeu todos os trânsitos pelo Estreito de Ormuz por razões de segurança, decisão que a empresa classificou como "necessária" diante das condições do conflito e das restrições regulatórias vigentes.
Com isso, rotas que passam pelos portos do Golfo Arábigo seguem acumulando atrasos, desvios e alterações nos itinerários.

⛽ Falta de diesel afeta 166 municípios gaúchos e coloca serviços essenciais em risco
O Rio Grande do Sul enfrenta uma crise de abastecimento de diesel que já atinge 166 municípios, segundo levantamento da Federação das Associações de Municípios do RS (FAMURS).
O cenário preocupa prefeitos, que adotam medidas de contenção, priorizando serviços de saúde, e podem suspender obras e reduzir operações que dependem de maquinário.
Porto Alegre não está entre as cidades afetadas, mas Formigueiro e Tupanciretã mantêm estado de emergência decretado.
Prefeituras estão racionando o combustível e priorizando serviços essenciais, como saúde e transporte de pacientes. Obras e atividades com maquinário foram suspensas. No entanto, o transporte escolar e o traslado de pacientes entre cidades seguem em risco.
Além disso, na região metropolitana, cidades como São Leopoldo já reduziram linhas de ônibus por precaução.
O Governo Federal anunciou isenção de impostos federais e subsídios para produtores e importadores do combustível. A ANP notificou a Petrobras para ampliar a oferta e monitora a situação.
Na raiz do problema está o conflito entre EUA, Israel e Irã, que bloqueou o Estreito de Ormuz, pressionando o mercado de petróleo. No Brasil, distribuidoras estão racionanando entregas aos postos, o que, segundo o Sulpetro, alimenta a sensação de escassez e abre espaço para aumentos abusivos de preços.
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