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🏗️ Porto de Santos aumenta calado para receber navios maiores
A APS assinou contrato de R$ 617,9 milhões com a empresa Jan de Nul do Brasil para realizar a dragagem de aprofundamento do canal de navegação do porto. A obra elevará o calado operacional de 15 para 16 metros, permitindo a entrada de embarcações de maior porte no principal complexo portuário da América Latina.
O projeto prevê cinco anos de execução e dois anos de manutenção do novo gabarito de profundidade. A última intervenção desse tipo ocorreu há 14 anos, quando o calado foi ampliado para os atuais 15 metros.
Com a mudança, os navios poderão operar com maior capacidade de carga, reduzindo o custo por tonelada transportada e aumentando a competitividade do comércio exterior brasileiro.
As operações de contêineres e de granéis sólidos e líquidos devem ser as mais beneficiadas pelo aumento do calado.
FUP EXPLICA: com navios cada vez maiores dominando as rotas internacionais, os portos que não conseguem recebê-los acabam ficando fora das escalas das principais armadoras. Isso significa menor frequência de navios, fretes mais caros e exportações menos competitivas. O Brasil, que depende do Porto de Santos para movimentar quase um terço de seu comércio exterior, corre esse risco caso sua infraestrutura não acompanhe a evolução da frota mundial.
O aumento do calado de 15 para 16 metros garantirá que o principal porto do país permaneça relevante nas rotas internacionais, atraindo embarcações de maior capacidade, reduzindo os custos logísticos por tonelada transportada e preservando a competitividade das exportações brasileiras, desde a soja até os produtos manufaturados.

🚛 Caminhoneiros vão a Brasília acompanhar votação da MP do Frete
A Medida Provisória 1.343, que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário, entra em uma fase decisiva nesta semana no Congresso Nacional. A discussão mobilizou lideranças dos transportadores autônomos de cargas (TACs), que convocaram caminhoneiros de todo o país para acompanhar presencialmente a tramitação em Brasília.
O presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, divulgou um vídeo no domingo (14) convocando a categoria. "O que será decidido nos próximos dias pode impactar diretamente a renda e a competitividade dos transportadores autônomos", afirmou.
A MP está sendo analisada por uma comissão mista do Congresso. Entre os principais pontos em debate estão a regulamentação do piso mínimo do frete e a chamada "equalização de eixo", que busca equilibrar os critérios de remuneração entre veículos que realizam o mesmo serviço.
O relator, deputado Zé Trovão, deve apresentar o texto preliminar nesta segunda-feira (15), e a votação está prevista para terça-feira (16), caso haja consenso. A categoria teme perdas financeiras caso suas reivindicações não sejam incorporadas ao texto final.
FUP EXPLICA: piso mínimo do frete nunca foi uma solução consensual. Ele nasceu de uma crise, foi contestado na Justiça e permaneceu como um campo de disputa entre quem transporta a carga e quem contrata o serviço. A MP 1.343 reacende esse conflito em um momento em que transportadoras e autônomos competem pelo mesmo mercado em condições cada vez mais desiguais. Enquanto as empresas contam com escala, crédito e tecnologia, os transportadores autônomos dependem de regras claras de remuneração para evitar operar no prejuízo.
A "equalização de eixo" ilustra bem esse desequilíbrio. A reivindicação parece técnica, mas é essencialmente uma disputa por isonomia: os caminhoneiros autônomos não querem realizar o mesmo serviço recebendo menos apenas porque dirigem um veículo diferente.
Mais do que uma discussão regulatória, o que está sendo votado nesta semana pode ajudar a definir quais agentes terão condições de permanecer competitivos no mercado brasileiro de frete rodoviário.

⚠️ Anvisa alerta para erros no novo sistema de importação e promove ações de suporte
Desde 27 de abril de 2026, a DUIMP passou a ser obrigatória para operações sujeitas à anuência da Anvisa. O novo modelo substitui a Licença de Importação (LI) e a Declaração de Importação (DI), centralizando todas as informações no Portal Único de Comércio Exterior.
A transição, porém, não tem sido simples. A Anvisa identificou inconsistências recorrentes no preenchimento das declarações, como atributos do Catálogo de Produtos deixados em branco, informações incorretas ou incompletas e ausência ou preenchimento inadequado do campo "Finalidade de Importação – Anvisa".
O problema tem consequências relevantes. Quando os dados são informados de forma incorreta, o sistema direciona automaticamente a operação para canais de maior controle, aumentando o tempo de análise e atrasando o despacho aduaneiro.
A agência aponta que a maioria dos importadores só passou a usar o sistema após a obrigatoriedade, mesmo com uma fase voluntária disponível desde outubro de 2025.
Para enfrentar o cenário, a Anvisa tornou obrigatório o preenchimento do atributo "Finalidade de Importação" desde 25 de maio, realizou atualizações periódicas do Manual Anvisa de Importação por DUIMP e divulgou um painel com a fila de análise das DUIMPs.
Também estão em andamento novas medidas, incluindo a criação de uma equipe de triagem para avaliar as DUIMPs direcionadas ao canal amarelo e a implementação de um processo contínuo de reavaliação das regras de Gerenciamento de Risco cadastradas no motor de regras do Portal Único.
Além disso, um novo webinar de orientação está previsto para 2 de julho, das 10h às 12h.
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👀 EUA e Irã assinam acordo de paz; Estreito de Ormuz deve reabrir na sexta-feira
Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de paz para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando uma ofensiva conduzida por forças americanas e israelenses resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador com o apoio do Catar, da Arábia Saudita e da Turquia.
O presidente Donald Trump confirmou o acordo em uma publicação na Truth Social e afirmou que o documento já foi assinado eletronicamente por ele, pelo vice-presidente JD Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.
A cerimônia oficial está marcada para sexta-feira, 19 de junho, na Suíça.
O texto prevê um cessar-fogo de 60 dias, período durante o qual os dois países negociarão os termos definitivos do acordo, incluindo questões relacionadas ao programa nuclear iraniano e ao alívio das sanções. Em contrapartida, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio naval ao Irã, e o Estreito de Ormuz será reaberto sem cobrança de pedágios.
A Maersk, uma das maiores operadoras de contêineres do mundo, comemorou o anúncio, mas afirmou ser "cedo demais" para avaliar os impactos operacionais e confirmou que, por enquanto, não haverá mudanças em suas rotas na região.
Na frente política, a França declarou estar pronta para enviar o porta-aviões Charles de Gaulle ao estreito em dois ou três dias para apoiar operações de segurança marítima.
No entanto, Israel, que não é signatário do acordo, afirmou que permanecerá em zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza "pelo tempo que for necessário". O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou que a luta de Israel “não acabou” e que o país continuará "neutralizando ameaças" mesmo após a assinatura do acordo.
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