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FUP Alerta: decisão do STJ pode mudar o rumo de processos aduaneiros
Em veredito final, STJ encerra julgamento sobre arquivamento de processos aduaneiros; Governo do Panamá reage sobre venda dos portos para empresa americana.
🚨 STJ decide que prescrição intercorrente se aplica a infrações aduaneiras

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) finalizou na noite desta terça-feira, 12, o julgamento do Tema 1293, que trata sobre a aplicação de prescrição intercorrente em processos administrativos de apuração de infrações aduaneiras.
A prescrição intercorrente é a perda do direito de punir pela administração pública devido à inércia no andamento do processo administrativo por um período superior a três anos, conforme previsto na Lei 9.873/1999.
Em outras palavras, a questão central era definir se o arquivamento do processo após a paralisação por mais de três anos se aplica a infrações aduaneiras.
Anteriormente, as duas turmas de Direito Público do STJ já haviam adotado essa posição em julgamentos específicos, mas a definição do tema como repetitivo pela 1ª Seção do STJ consolida essa interpretação para orientar as instâncias inferiores.
Com essa decisão, processos administrativos paralisados por mais de três anos poderão ser arquivados, assegurando o respeito aos princípios da eficiência e da razoável duração do processo.
Essa uniformização do entendimento pelo STJ é relevante para empresas e profissionais que lidam com questões aduaneiras, pois estabelece parâmetros claros sobre os prazos processuais e a aplicação da prescrição intercorrente em infrações não tributárias, além de evitar que processos fiquem indefinidamente pendentes na esfera administrativa.
🧐 Governo do Panamá reage à aquisição dos portos panamenhos pela americana BlackRock
Nesta quarta feira, 12, o presidente do Panamá, José Raul Mulino, acusou o presidente Trump de proferir mentiras ao alegar que os EUA estariam recuperando a posse do Canal. Segundo Mulino, o Canal “é panamenho e continuará a ser panamenho”.
Recentemente a Autoridade Marítima, responsável pela supervisão da infraestrutura portuária panamenha, solicitou todos os documentos legais e financeiros envolvidos na venda dos dois portos das extremidades do Canal.
A venda envolve a entrega pela CK Hutchinson de 80% da participação nos dois portos, e a entrega de 41 outros portos em 23 países, à gigante de investimentos norte-americama BlackRock por 17,8 bilhões de euros.
Apesar do co-diretor de gestão da CK Hutchinson afirmar que “a transação é de natureza puramente comercial e totalmente não relacionada a notícias políticas recentes sobre os portos do Panamá”, uma informação circula na mídia de que Larry Fink, CEO da BlackRock, apresentou os planos de negócio a Trump antes de finalizar o acordo.
Isso, somadas às intenções já declaradas por Trump de forçar autoridades a parar de cobrar das empresas americanas pela passagem no Canal, gerou desconfianças ao governo do Panamá, que tem o poder de retardar ou até mesmo interromper a negociação dos portos.
Vale lembrar que a economia do Panamá está fortemente vinculada ao Canal, ele corresponde a um quarto do PIB do país, e 70% dos navios que passam pela hidrovia são destinados aos EUA.
Essas recentes tensões entre EUA e Panamá colocam um dos corredores comerciais mais importantes do mundo em maior risco do que o habitual.
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