FUP ALERTA: EUA capturam Maduro

O que se sabe até agora e os possíveis desdobramentos para o comércio exterior

🚨 EUA atacam Venezuela e capturam Maduro

Os Estados Unidos realizaram na madrugada deste sábado (3) ataques militares à Venezuela, capturando o presidente Nicolás Maduro, que foi retirado do país e levado ao navio USS Iwo Jima com destino a Nova York, onde enfrentará julgamento por acusações de narcoterrorismo.

A operação, anunciada pelo presidente Donald Trump, representa a maior intervenção militar direta dos EUA na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989.

Em uma coletiva de imprensa na Flórida neste sábado, o presidente Donald Trump afirmou que seu governo deve governar a Venezuela até que uma transição seja concluída, após a captura de Nicolás Maduro e os ataques em "grande escala" contra o país.

A procuradora-geral Pam Bondi confirmou que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados a um tribunal no Distrito Sul de Nova York e indiciados.

Possíveis impactos para o Brasil

O governo brasileiro convocou uma reunião emergencial no Itamaraty em Brasília, iniciada às 10h30 da manhã de sábado. Participam do encontro o ministro da Defesa, José Múcio, a ministra substituta das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, e a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior.

Há duas preocupações centrais no momento, a primeira é a possibilidade de um aumento no fluxo migratório em razão da possível escalada de um conflito. O Brasil faz fronteira com a Venezuela por Roraima, na cidade de Pacaraima, a cerca de 220 km da capital Boa Vista.

Até o momento, a própria Venezuela fechou as fronteiras com o Brasil, segundo a Polícia Federal.

Imagens feitas por voltas das 8h e divulgadas pela Polícia Militar local mostram viaturas e militares do Exército posicionados próximos ao marco onde ficam as bandeiras dos dois países, enquanto cones bloqueiam o acesso.

Além disso, a crise pode afetar a balança comercial bilateral. Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou US$ 751,7 milhões à Venezuela, principalmente alimentos (açúcar, milho, arroz) e automóveis, enquanto importou US$ 313,7 milhões, com forte concentração em fertilizantes (40,4%) e alumínio (30,7%).

O superávit brasileiro de US$ 437,9 milhões está em risco, e a interrupção do fornecimento venezuelano de insumos agrícolas pode pressionar custos no agronegócio brasileiro.

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