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Goodbye das Brusinhas: Serviço Postal suspende encomendas da China nos EUA
Medida afeta compras em sites como Shein e Temu; Pequim responde com retaliação comercial contra diversos setores da economia americana
🚫USPS anuncia bloqueio temporário de encomendas chinesas

O Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) anunciou uma suspensão temporária de pacotes vindos da China e Hong Kong, com efeito a partir de 4 de fevereiro de 2025. Esta decisão significa que, enquanto cartas e envelopes vão continuar a ser entregues, todos os pacotes internacionais dessas regiões não serão aceitos "até segunda ordem".
🔍Motivos da Suspensão
Embora o USPS não tenha declarado explicitamente os motivos, ela coincide com ações executivas recentes do Presidente Donald Trump mirando uma prática comercial conhecida como "de minimis”. A regra anteriormente permitia que pacotes avaliados em menos de $800 entrassem nos EUA sem incorrer em taxas ou inspeções. As novas regulamentações exigem detalhes abrangentes sobre o conteúdo dos pacotes e o pagamento de tarifas aplicáveis, o que pode levar a atrasos no processamento de remessas internacionais.
A regra de minimis
A regra de minimis facilitou um influxo massivo de produtos de baixo custo da China, com relatórios indicando que quase metade de todos os pacotes enviados sob esta isenção vem do país. A mudança na política mira aumentar o escrutínio sobre as remessas, que têm sido associadas a desafios na fiscalização aduaneira dos EUA e preocupações com contrabando entrando no país.
🛒Impacto nos Consumidores Americanos
Para os consumidores dos EUA, a suspensão provavelmente irá interromper o acesso a produtos comumente obtidos de plataformas de comércio eletrônico chinesas como Shein e Temu. Essas plataformas prosperaram sob a isenção de minimis anterior, a qual permitia oferecer preços competitivos em uma ampla gama de produtos. Com as novas regulamentações em vigor, os consumidores podem enfrentar preços mais altos ou tempos de espera mais longos para entregas, já que os pacotes agora estarão sujeitos a inspeção e possíveis gravames.
A situação continua evoluindo, e mais atualizações do USPS são esperadas no decorrer da semana, sobretudo considerando as implicações políticas dessa mudança.
🌎 China vs EUA: Sobrou para quem estava quieto
A China anunciou uma série de medidas comerciais em resposta às sobretaxas de importação impostas pelos EUA.
As principais medidas incluem:
Em relação a empresas específicas:
Iniciou uma investigação antimonopólio contra o Google;
Incluiu a PVH Corp (dona das marcas Calvin Klein e Tommy Hilfiger) e a Illumina na lista de "entidades não confiáveis";
Empresas nessa lista podem enfrentar multas, congelamento de comércio e revogação de permissões de trabalho para funcionários estrangeiros.
Quanto a tarifas e restrições:
Impôs tarifas de 10% sobre equipamentos agrícolas americanos, afetando empresas como Caterpillar, Deere & Co e AGCO;
Incluiu sobretaxas sobre alguns tipos de picapes e sedans de grande porte importados dos EUA;
Aplicou tarifas sobre produtos como carvão, petróleo e alguns automóveis;
As novas tarifas entram em vigor em 10 de fevereiro;
É interessante notar que essas medidas expandem as restrições comerciais entre os dois países para além do setor de tecnologia, que até então era o foco principal das tensões. Vale mencionar que em dezembro, a China já havia iniciado investigações similares contra a Nvidia e solicitado revisão de segurança dos produtos da Intel.
Essas ações são vistas como uma resposta direta às novas sobretaxas impostas pelo governo Trump sobre produtos chineses, indicando uma escalada nas tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
📊Aumento de tarifas e custos do frete marítimo impactam importadores americanos
O cenário atual das importações nos EUA sofre o impacto de uma combinação de fatores, com destaque para os custos de frete da China e novas tarifas:
Preços spot da China para os EUA:
Costa Oeste: USD 4.816 por FEU (container de 40 pés);
Costa Leste: USD 6.264 por FEU;
Representa aumento de 196% e 157% respectivamente desde dezembro de 2023, devido ao conflito no Mar Vermelho.
Sobre as tarifas:
Nova tarifa de 10% sobre importações da China entrou em vigor em 3 de fevereiro;
O adiamento das tarifas sobre produtos mexicanos oferece pouco alívio;
Mais de 40% das importações em contêineres dos EUA vêm diretamente da China.
De acordo com análise da Xeneta, o setor empresarial enfrenta um cenário desafiador, com improvável absorção dos custos sem repasse ao consumidor final. O contexto atual apresenta complexidade adicional pela implementação quase imediata das tarifas, em contraste com 2018, quando as empresas dispuseram de mais tempo para adaptação.
A diversificação da cadeia de suprimentos para países como Índia ou Sudeste Asiático surge como alternativa, porém requer tempo, investimento financeiro e compreensão aprofundada do mercado.
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