Greve dos Auditores: desembaraço zero na zona primária

Se já estava ruim, parece que vai piorar. No Mar Vermelho rebeldes suspendem ataques, mas setor permanece receoso. BRICS ganha novos membros em 2025.

⚠️Auditores-Fiscais completam 53 dias de greve e anunciam novas ações

A paralisação, iniciada em 26 de novembro, terá uma Semana de Mobilização Total entre 20 e 24 de janeiro. 

O calendário de ações foi definido após visitas às principais unidades aduaneiras do país, incluindo os aeroportos de Cumbica e Viracopos, em São Paulo.

Impacto nas operações

Iniciando já nesta segunda-feira(20), os auditores anunciaram a paralisação do desembaraço aduaneiro em todas as zonas primárias. 

Apenas serviços essenciais serão mantidos: cargas vivas, perecíveis e medicamentos.

No aeroporto de Cumbica, onde circulam até 450 mil encomendas por dia, parte das cargas passa por análise mais rigorosa devido à operação-padrão.

Agenda de mobilização

O movimento inclui ainda um webinar na terça-feira e visitas a unidades aduaneiras em várias regiões. As ações se estendem até o fim do mês, alcançando Belém e Manaus nos dias 29 e 30.

O momento da mobilização coincide com a votação da Lei Orçamentária Anual.

Os auditores afirmam que o governo federal não cumpriu acordos firmados anteriormente com a categoria junto ao Ministério da Gestão e da Inovação.

Entenda a mobilização

Principais pontos da Semana de Mobilização Total:

  • Período: 20 a 24 de janeiro de 2025

  • Local: Unidades aduaneiras em todo o país

  • Ações previstas:

    • Desembaraço zero em zonas primárias

    • Webinar "Sindifisco Mobiliza" (21/01)

    • Caravanas em unidades aduaneiras (22-23/01)

    • Visitas às Delegacias da Receita Federal (23/01)

  • Exceções: Liberação de cargas vivas, perecíveis e medicamentos

Próximas etapas:

  • Visita a Belém (29/01)

  • Visita a Manaus (29-30/01)

🚢 Mar Vermelho: rebeldes suspendem ataques, mas setor marítimo prevê turbulência

Rebeldes iemenitas anunciaram a suspensão de ataques contra navios no Mar Vermelho, exceto contra embarcações israelenses.

A medida encerra um período durante o qual o grupo obteve aproximadamente US$ 2 bilhões em pagamentos das empresas de navegação - valores obtidos por meio de extorsões, nas quais os rebeldes ameaçavam atacar os navios caso não recebessem o dinheiro.

O que muda no transporte marítimo

Rotas e capacidade

O retorno dos navios às rotas normais criará um excesso de 25% na capacidade de transporte.

Para equilibrar o mercado, será necessário retirar de circulação navios que, juntos, transportam 1,8 milhão de containers. Este excesso de oferta pode pressiona os valores dos fretes para baixo.

Portos e logística

A reorganização das rotas deve gerar atrasos nos portos. Com várias embarcações retornando simultaneamente aos seus trajetos originais, os terminais podem enfrentar períodos de congestionamento.

Posição das empresas

As principais empresas de navegação mantêm, por enquanto, suas rotas alternativas. O setor aguarda confirmação da estabilidade na região antes de retomar as operações normais pelo Mar Vermelho.

Seguros

As seguradoras precisarão de tempo para reavaliar suas políticas e ajustar coberturas para navios que voltarem a atravessar a região.

Condições dos Rebeldes

O grupo mantém a possibilidade de retomar ataques contra navios americanos e britânicos caso ocorram ações militares contra o Iêmen por parte dos EUA, Reino Unido ou Israel.

🌎Brics anuncia nove novos países parceiros sob presidência brasileira

Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou nesta sexta-feira a entrada de nove novos países parceiros ao Brics.

A expansão segue um movimento iniciado em agosto de 2023, quando Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã foram incorporados como membros plenos. Mais recentemente, em 6 de janeiro, a Indonésia também aderiu ao grupo como membro titular.

O bloco, que inicialmente reunia Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, agora apresenta uma estrutura em dois níveis:

  • membros titulares; e

  • países parceiros.

Os novos integrantes poderão participar de cúpulas e reuniões, mas com status diferenciado.

Sob a presidência temporária do Brasil, o Brics prevê uma reunião de líderes no Rio de Janeiro em julho.

COMPOSIÇÃO DO BRICS

Membros fundadores e titulares:

  • Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (fundadores);

  • Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia (desde 2023).

Novos países parceiros:

  • Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.

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