Greve na Argentina paralisa portos

As seis maiores economias da UE formam um ‘supergrupo’ para desafiar os EUA e a China; App Gemini do Google lança geração de música com IA usando Lyria 3; Trabalhadores da ZIM intensificam greve em protesto contra a aquisição pela Hapag-Lloyd

👀 As seis maiores economias da UE formam um ‘supergrupo’ para desafiar os EUA e a China

O que começou com uma ameaça inusitada, feita por Donald Trump, de anexar a Groenlândia tornou-se o "momento de epifania" para as seis maiores economias da Europa. França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha e Polônia formaram o E6, um clube exclusivo criado para destravar reformas financeiras que estagnaram nos últimos anos em Bruxelas.

  • O objetivo do grupo é claro: acelerar a integração dos mercados de capitais para competir com os EUA e a China.

A iniciativa nasceu em janeiro, durante um café da manhã ministerial em Bruxelas. O ministro espanhol da Economia, Carlos Cuerpo, irritado com a inação europeia diante das ameaças de Trump em relação à Groenlândia, desabafou e encontrou eco imediato nos colegas francês e alemão, Roland Lescure e Lars Klingbeil, que já articulavam uma forma de reanimar a agenda econômica do bloco.

O grupo se reuniu apenas duas vezes, mas já pretende apresentar propostas concretas na próxima cúpula do Conselho Europeu, em março.

Entre as prioridades estão reduzir a burocracia, criar um arcabouço jurídico europeu unificado para empresas, e fortalecer as cadeias de fornecimento de materiais críticos, em resposta às ameaças da China de restringir exportações.

A próxima reunião do E6, em 9 de março, deve focar em investimentos em defesa e na internacionalização do euro.

A iniciativa, porém, divide opiniões. Países como Irlanda e Portugal temem ser marginalizados por um grupo que concentra poder nas maiores economias. Formalmente, qualquer avanço via "cooperação reforçada" exige adesão de ao menos nove países, o que obriga o E6 a buscar aliados para viabilizar sua agenda.

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🤖 App Gemini do Google lança geração de música com IA usando Lyria 3

O Google anunciou na quarta-feira (18) que seu aplicativo Gemini agora pode gerar músicas usando o Lyria 3 da DeepMind, descrito como o "modelo de geração musical mais avançado" da empresa.

O recurso permite criar faixas de até 30 segundos descrevendo o gênero, o ritmo ou o significado pessoal de uma música por meio de prompts de texto ou enviando fotos e vídeos para a IA interpretar.

  • O Google enfatizou que a ferramenta é "projetada para expressão original, não para imitar artistas existentes".

Se os usuários especificarem o nome de um artista, o Gemini criará uma faixa refletindo "um estilo ou clima semelhante" em vez de imitá-los diretamente.

Todas as músicas geradas incluem marcas d'água SynthID para identificar conteúdo criado por IA e o próprio Gemini pode verificar se o áudio enviado foi criado usando a IA do Google.

O recurso já está disponível para usuários com 18 anos ou mais no desktop, com lançamento em dispositivos móveis previsto para os próximos dias.

O Lyria 3 também está sendo integrado à ferramenta Dream Track do YouTube para criar trilhas sonoras de IA para Shorts.

🏗️ Greve na Argentina paralisa portos por 48h

Os portos da Argentina amanheceram em silêncio nesta quarta-feira. A Federação de Trabalhadores Marítimos (Fesimaf) iniciou uma paralisação de 48 horas, suspendendo o carregamento e o descarregamento de navios de carga em protesto contra a reforma trabalhista do governo de Javier Milei.

O impacto logístico foi imediato. Os portos argentinos são a espinha dorsal do comércio exterior do país, escoando exportações agrícolas, industriais e energéticas.

Com a greve, são esperados:

  • Atrasos contratuais: cargas com prazos rígidos estão retidas, comprometendo compromissos internacionais.

  • Custos extras: empresas de navegação e operadores logísticos já enfrentam gastos imprevistos com armazenagem e redirecionamento de cargas.

  • Desabastecimento industrial: a entrada de insumos essenciais foi suspensa, o que pode paralisar linhas de produção locais.

Enquanto o governo defende que a reforma trará competitividade, os sindicatos veem uma ameaça a direitos históricos do setor. Se novas categorias aderirem às paralisações, a pressão política pode se intensificar no Congresso e no ambiente empresarial.

Enquanto isso, o setor produtivo acompanha os efeitos sobre a balança comercial, o fluxo de exportações e a credibilidade logística do país.

Por que isso importa? A paralisação argentina afeta o fluxo comercial com o Brasil. Em 2025, a corrente de comércio entre os dois países registrou US$ 31 bilhões, segundo a Secex/MDIC. Com as exportações brasileiras subindo 31% no último ano, o bloqueio em portos como Buenos Aires ameaça um superávit que atingiu US$ 5,2 bilhões, além de gerar custos extras imediatos para importadores e exportadores brasileiros com armazenagem, multas por atraso e reprogramação de fretes.

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🚢 Trabalhadores da ZIM intensificam greve em protesto contra a aquisição pela Hapag-Lloyd

Funcionários da ZIM Integrated Shipping Services, companhia de navegação israelense, intensificaram a greve após a confirmação da venda da empresa à alemã Hapag-Lloyd por US$ 4,2 bilhões.

  • O que começou como uma greve de advertência no domingo evoluiu para uma paralisação total na terça-feira, interrompendo as operações em toda a companhia.

Cerca de 800 dos aproximadamente 1.000 funcionários sindicalizados aderiram ao movimento. O carregamento e o descarregamento de navios foram suspensos, inclusive de embarcações com cargas agrícolas, e as atividades nos portos de Ashdod e Haifa foram afetadas, com alguns navios parados sem previsão de movimentação.

"Não deixaremos a empresa operar nesses navios até que conversem conosco", afirmou a líder sindical Ziva Lainer Schkolnik, acrescentando que navios já atracados também não seriam descarregados.

O temor central dos trabalhadores é o de demissões em massa. Segundo o presidente do sindicato, Oren Caspi, a empresa sinalizou que apenas cerca de 120 funcionários seriam mantidos na nova entidade israelense, a chamada "New ZIM", deixando potencialmente 900 trabalhadores sem emprego, muitos deles com estabilidade contratual.

Pelo acordo, a Hapag-Lloyd adquire a ZIM e separa as operações israelenses em uma empresa independente, controlada pelo fundo israelense FIMI. A New ZIM operará 16 navios para manter conexões marítimas diretas com Israel.

Por que isso importa? A ZIM oferece rotas marítimas relevantes para o mercado brasileiro, com foco em contêineres que atendem cargas de alto valor agregado, como maquinários, produtos químicos e bens industriais. No Brasil, essas operações integram a Costa Leste da América do Sul a hubs no Caribe, no Golfo do México e nos EUA. Além disso, a crise na ZIM atinge diretamente o comércio internacional ao paralisar operações em hubs importantes como Ashdod e Haifa, afetando o fluxo de navios que conectam o Oriente Médio às Américas e à Europa.

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