Guerra comercial escala: O tabuleiro global do xadrez tarifário

Enquanto Trump coleciona desafetos com novas tarifas, Canal de Suez tenta resgatar confiança de gigante do setor.

💰Escalada comercial: EUA taxam vizinhos e China; países contra-atacam

Nas últimas 48 horas, a escalada de medidas protecionistas entre os EUA e seus principais parceiros comerciais atingiu um novo patamar.

Aqui os principais desenvolvimentos:

🇺🇸 Medidas dos EUA

  • Alíquotas setoriais:▸ 25% para bens industriais, automóveis e alimentos do México e Canadá;▸ 10% para petróleo canadense e produtos chineses (além das tarifas existentes);▸ Suspensão de isenções para importações de baixo valor.

  • Justificativa: Combate ao tráfico de fentanil e imigração irregular, alegando "emergência nacional".

  • Impacto interno: Estimativa de alta de 1,2% nos preços aos consumidores americanos, com críticas da Câmara de Comércio sobre riscos às cadeias produtivas.Canadá▸ Tarifas de 25% sobre US$ 155 bilhões em produtos americanos, incluindo whisky, alimentos e eletrônicos;▸ Justin Trudeau classificou as medidas como "prejudiciais para ambos os lados da fronteira".México▸ Imposição de taxas equivalentes sobre produtos agrícolas e manufaturados dos EUA;▸ Rejeição formal das acusações sobre alianças com o crime organizado.China▸ Anúncio de "contramedidas" não especificadas e recurso à OMC;▸ Crítica à "violação das regras comerciais" pelos EUA, separando questões de narcotráfico de disputas econômicas.

    • Trump admitiu publicamente que as tarifas podem causar "dor econômica" aos americanos, mas defendeu-as como necessárias para "reforçar os interesses nacionais";

    • Especialistas alertam para riscos de desestabilização no setor automotivo e energético, com México e Canadá respondendo por 1/3 das importações americanas;

    • A UE não anunciou medidas, mas analistas projetam pressão sobre a aliança transatlântica caso as tarifas se estendam.

🚢 Canal de Suez pede retorno da Maersk após 'sinais de estabilidade' no Mar Vermelho

Em um recente encontro com executivos da Maersk, o presidente da Autoridade do Canal de Suez (SCA), Osama Rabie, afirmou observar sinais de estabilização na região do Mar Vermelho.

Rabie instou a gigante do transporte marítimo a considerar essa melhora ao planejar suas rotas futuras.

A situação na região tem sido tensa desde novembro de 2023, com mais de 100 ataques realizados pelos Houthis do Iêmen contra navios comerciais. Esses ataques já resultaram no afundamento de duas embarcações, na apreensão de outra e na morte de pelo menos quatro marinheiros.

Diversas empresas de navegação, incluindo a Maersk, optaram por desviar suas rotas ao redor da África do Sul, evitando o Mar Vermelho e o Golfo de Áden, mesmo após os Houthis anunciarem uma redução nos ataques. O impacto econômico dessa situação é significativo - apenas o Egito reportou uma perda de cerca de US$ 7 bilhões em receitas do Canal de Suez em 2024, segundo declaração do presidente Abdel Fattah al-Sisi.

A Maersk, por sua vez, mantém sua decisão de continuar utilizando a rota alternativa ao redor do Cabo da Boa Esperança, priorizando a segurança de suas operações.

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