Guerra ameaça o equilíbrio fiscal do Brasil

Tensões geopolíticas elevam incertezas no mercado de contêineres; IA na Guerra: o embate entre ética e poder; EUA abrem investigações comerciais que podem resultar em novas tarifas

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🥴 Tensões geopolíticas elevam incertezas no mercado de contêineres

O acirramento das tensões entre EUA, Israel e Irã está impactando o mercado mundial de contêineres.

Segundo a Drewry, entre as semanas 11 e 15 (9 de março a 12 de abril), foram registrados 55 cancelamentos de viagens em um total de 705 partidas programadas, o equivalente a uma taxa de 8%. Ainda assim, espera-se que 92% das rotas planejadas sejam operadas normalmente.

  • Os cancelamentos se concentram principalmente na rota transpacífica leste (53%), seguida pela rota transatlântica oeste (27%) e pela Ásia–Europa/Mediterrâneo (20%).

  • Dentre as alianças operacionais, a Gemini Cooperation se destacou com apenas 3% de cancelamentos e nenhum nas rotas leste-oeste.

No entanto, o Índice Mundial de Contêineres (WCI) subiu 3% na semana, chegando a US$ 1.958/FEU. As tarifas no Transpacífico avançaram 8%, enquanto no Transatlântico recuaram 2%.

Por que isso importa? Para os proprietários de cargas, embora o impacto pareça limitado, se as interrupções persistirem, elas poderão resultar em tempos de trânsito mais longos, capacidade reduzida e maior volatilidade nas taxas de frete nas principais rotas do transporte marítimo leste-oeste.

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🤖 IA na Guerra: o embate entre ética e poder

A inteligência artificial deixou de ser ficção científica para se tornar um dos recursos mais disputados nos conflitos modernos. Governos ao redor do mundo investem pesado em tecnologias capazes de analisar dados em tempo real, planejar operações e até identificar alvos sem intervenção humana. E as big techs estão no centro desse cenário.

A Anthropic, empresa criadora do modelo Claude, firmou um contrato de US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa americano em julho de 2024, voltado ao desenvolvimento de capacidades de IA para a segurança nacional.

  • Além disso, estabeleceu uma parceria com a Palantir Technologies para integrar o Claude em softwares de inteligência militar.

No papel, parecia uma colaboração promissora. O problema surgiu quando o Pentágono passou a exigir acesso irrestrito a tecnologias: isto é, sem limitações impostas pela própria empresa.

A Anthropic resistiu. Seus termos de uso proíbem a aplicação do Claude em vigilância em massa de cidadãos americanos e em armamentos autônomos que operem sem supervisão humana. O CEO da companhia declarou ser impossível ceder eticamente a essas exigências, mesmo sob risco de perder o contrato.

A tensão chegou ao limite em fevereiro de 2026. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, ameaçou invocar a Lei de Produção para a Defesa, forçando a Anthropic a cooperar ou ser rotulada como risco à cadeia de suprimentos nacionais.

O presidente Donald Trump foi além: ordenou às agências federais a suspensão imediata do uso das ferramentas da empresa e o Pentágono declarou formalmente a Anthropic como ameaça à segurança nacional. No entanto, curiosamente, militares americanos utilizaram o Claude em operações contra o Irã poucas horas após a proibição oficial.

O episódio expõe uma disputa sobre quem define os limites éticos da IA em contextos bélicos. OpenAI e Google parecem mais inclinadas a ceder às demandas do Pentágono. A postura da Anthropic, por outro lado, abre um precedente: o setor privado pode, de fato, ditar regras sobre como suas tecnologias são empregadas em conflitos armados?

👀 EUA abrem investigações comerciais que podem resultar em novas tarifas

Os Estados Unidos anunciaram novas investigações sobre práticas comerciais desleais contra dezenas de parceiros, abrindo caminho para a imposição de tarifas adicionais.

A medida, divulgada pelo Representante Comercial Jamieson Greer, ocorre após a Suprema Corte ter derrubado as tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump em abril de 2025, por considerar que ele havia excedido sua autoridade.

As investigações, baseadas na Seção 301, miram países como China, União Europeia, Suíça, Noruega, Índia, Japão, Coreia do Sul, México, Vietnã, Tailândia, Malásia e Indonésia, entre outros.

Greer afirmou que as apurações se concentrarão em economias com indícios de excesso de capacidade produtiva e deverão ser concluídas antes de julho, quando expiram as tarifas temporárias de 10% impostas por Trump após a decisão judicial.

O anúncio ocorre às vésperas de reuniões entre autoridades americanas e chinesas em Paris, que devem preparar o encontro entre Trump e o presidente Xi Jinping, previsto para o final de março em Pequim.

😢 Guerra no Irã eleva incertezas econômicas para o Brasil

O conflito entre EUA, Israel e Irã, que já resultou em ataques a pelo menos 16 navios mercantes no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, vem adicionando pressão extra sobre a economia brasileira às vésperas da revisão do orçamento federal.

O governo deve divulgar, dentro de duas semanas, seu relatório bimestral de receitas e despesas, que definirá se será necessário um congelamento de gastos para cumprir as regras fiscais.

Contudo, o cenário externo complica as projeções. O orçamento aprovado assumia o Brent a cerca de US$ 65 por barril, mas os preços chegaram a quase US$ 120 esta semana, recuando para cerca de US$ 83 na terça-feira.

Recentemente, o Ministério da Fazenda avaliou que preços de até US$ 85 por barril poderiam ter efeitos fiscais positivos, mas alertou que valores acima de US$ 100 gerariam pressão inflacionária relevante.

Essa preocupação fica ainda mais forte ao levar em consideração que autoridades iranianas têm deixado clado que pretendem impor um choque econômico prolongado enquanto a guerra continuar.

“Preparem-se para o petróleo chegar a US$ 200 por barril”, afirmou Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, nesta quarta-feira (11).

Como o petróleo é o principal produto de exportação brasileiro, preços mais altos aumentam as receitas com royalties e dividendos da Petrobras. Porém, a inflação elevada pode levar o Banco Central a ser mais cauteloso no ciclo de cortes da Selic do que o previsto anteriormente, com um corte de 25 pontos-base em vez de 50.

Como quase metade da dívida pública está atrelada a essa taxa, uma guerra prolongada pode agravar a dinâmica da dívida, anulando os ganhos com o petróleo.

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