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Incêndio fecha Aeroporto de Heathrow e causa impacto mundial
Mais de 1300 voos cancelados, mas desafios na logística internacional vão além do transporte aéreo.
A semana chegou ao fim, o sextou chegou… é hora de relaxar, recarregar as energias e curtir o que faz bem! Mas, antes, conta pra gente:
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🚒 Apagão no Aeroporto de Londres — paralisação de voos deve continuar nos próximos dias

Voos ao redor do mundo foram cancelados depois que o Aeroporto de Heathrow foi fechado na madrugada dessa sexta feira, 21, em decorrência de um apagão causado por um incêndio em uma subestação de energia nas proximidades.
Todos os voos dessa sexta feira foram cancelados, e apesar da previsão inicial ser de reabertura no sábado a partir das 12h, a administração do aeroporto informou que há possibilidades da paralisação durar alguns dias.
Isso porque ainda é incerto quando a energia será restaurada de modo confiável, pois existem inúmeros sistemas que terão de ser reiniciados e verificados para garantir um funcionamento correto e estável para o retorno das operações.
O que aconteceu?
Ainda não se sabe o que causou o incêndio na subestação, que está cerca de 2km do aeroporto, os serviços de emergência foram acionados às 23:23 GMT de quinta-feira, e o fogo foi considerado sob controle apenas às 06:28 do horário local.
A equipe de contraterrorismo foi acionada e lidera a investigação sobre o incêndio, a informação até o momento é de que não há indicação de crime, mas a hipótese ainda não foi totalmente descartada.
Impacto mundial
Heathrow é considerado um dos principais Hubs do mundo, atende mais de 90 companhias aéreas e conecta 180 destinos em 90 países, além de ser o maior aeroporto da Europa e o quarto maior do mundo.
Além disso, é uma peça importante na movimentação do comércio mundial, seu centro de cargas é um dos maiores e transporta desde animais como leões e rinocerontes, a obras de artes exóticas e peças para a Estação Espacial Internacional da NASA.
Até o momento foram mais de 1300 voos cancelados, com cerca de 120 aeronaves afetadas já no ar quando o fechamento foi anunciado.
Voos brasileiros
Três voos foram afetados com origem ou destino em Londres:
O voo LA8084, que partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino a Londres, precisou alternar seu voo e pousou em Madri, na Espanha, às 14h20 do horário local;
O Voo LA8085, que sairia de Guarulhos para Londres nesta sexta, foi cancelado;
Um voo da British Airways que partiria de Londres, com destino a Guarulhos não decolou por conta do incêndio.
Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) critica Heathrow por não ter plano B
Não está claro por que os próprios geradores do Heathrow não foram suficientes para manter o aeroporto funcionando, segundo informações o local possui geradores a diesel e fontes de energia alternativas, que estariam funcionando normalmente, mas foram insuficientes para operar todo o aeroporto – daí a decisão de fechá-lo.
Isso, segundo o presidente da Iata, Willie Walsh, levanta sérias questões, pois um aeroporto com essa magnitude e importância mundial ser totalmente dependente de uma única fonte de energia, sem alternativas, é uma grande falha de planejamento.
Ações de companhias aéreas caem após incêndio
Após o ocorrido dessa madrugada, várias companhias aéreas iniciaram o dia com quedas significativas na bolsa de valores:
British Airways, International Airlines Group, caiu até 5%;
Lufthansa, da Alemanha, cai 1,6%;
Air France-KLM perdeu 1,5%;
Qantas fechou com queda de 2,4%.
Isso porque a previsão é que o impacto da interrupção se estenda muito além dos cancelamentos, podendo custar centenas de milhões de dólares ao setor aéreo.
Segundo Shukor Yusof, fundador da Endau Analytics, uma empresa de consultoria focada na indústria da aviação, um fechamento como esse afeta uma rede inteira de pessoas e empresas envolvidas, variando de varejistas, empresas de carga, fornecedores de combustível de aviação e setores conectados que dependem do funcionamento do aeroporto.
🤓 INPI lança guia de propriedade intelectual para exportadores que buscam internacionalizar suas atividades
O Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) lançou, nesta quinta-feira, o Guia de Propriedade Intelectual para Exportadores, voltado para empresários que buscam proteção para seus ativos de PI no mercado internacional.
O material traz orientações sobre regras de marcas, patentes, desenhos industriais e outros direitos, destacando a importância da PI na internacionalização.
Até o momento, há guias específicos para Argentina, Coreia do Sul, China, Canadá, Dinamarca, EUA, Índia, Portugal e Singapura.
Você pode acessar o guia aqui: Guias de propriedade intelectual para exportadores.
Uma análise realizada pela empresa Kpler revela que mais de 5.000 navios – cerca de 14,5% da frota mercante global – operam sob bandeiras que ratificam menos de 10% das convenções da IMO e da ILO, o que aumenta os riscos de fiscalização e sanções.
O relatório aponta que práticas evasivas, como a troca frequente de bandeiras e operações com a “frota sombra” - conjunto de navios que operam à margem das regulamentações internacionais para evitar sanções, fiscalizações e restrições comerciais - tem causado cada vez mais complicações ao setor, impactando o escrutínio regulatório, a exposição financeira e a integridade operacional dos transportes marítimos mundiais.
Além disso, as operações de navios sancionados dobraram desde o início de 2023, com mais de 600 navios em alto risco.
Esse crescimento nos registros de navegação com frota sombra pode estar conectado à determinação da Rússia de manter as exportações fluindo apesar das sanções.
O relatório também destaca mudanças no desempenho das bandeiras: quatro novos países, Camboja, Eswatini, Gabão e Guiné-Bissau, foram incluídos na lista negativa – pois são usados por algumas empresas para burlar sanções – enquanto as Ilhas Virgens Britânicas, Costa Rica e Uruguai foram removidas devido ao tamanho reduzido de suas frotas.
Um último ponto importante levantado foi a redução na porcentagem da frota segurada e classificada por entidades consolidadas, o que também reflete o crescimento dos registros marítimos questionáveis.
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