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Incoterms®: ICC diz que Brasil impõe restrições; Porto de Santos encarando lotação

Cansou do FOB? VAI DE FUP! Porto de Santos encarando lotação; cessar-fogo entre Israel e Hamas pode aliviar tensões no Mar Vermelho.

🌐Relatório da ICC aponta desafios para o uso dos Incoterms® em 2025

Um novo relatório da Câmara de Comércio Internacional (ICC) mostra como restrições regulatórias impostas por diferentes países ao redor do mundo estão complicando o uso dos Incoterms® — que, convenhamos, está longe de ser assunto pacificado.

  • Restrições ao uso de CIF e CIP: O texto destaca que países como o Brasil, México e Quênia impõem restrições a seguradoras estrangeiras de atuar após o ingresso das mercadorias em seus territórios, limitando essas opções.

  • Obstáculos para o DDP: No Brasil e na Colômbia, o desembaraço aduaneiro deve ser feito unicamente por quem está no país, como no caso do Brasil, com CNPJ e RADAR.

  • Desafios fiscais na Tailândia: Exportadores são obrigados a declarar valores FOB, enquanto importadores precisam declarar CIF, gerando inconsistências nos valores apresentados às autoridades alfandegárias. A falta de detalhamentos de custos fornecidos por vendedores também complica a adequação às exigências locais.

  • Barreiras logísticas na Espanha: Leis proíbem motoristas de carregar ou descarregar mercadorias, complicando o uso de EXW e DPU.

Com mais restrições surgindo, especialmente nos EUA, a ICC recomenda que empresas avaliem regulamentos locais e considerem termos como DAP e DPU, para evitar complicações.

🏗️Porto de Santos encara super lotação

Porto de Santos, o maior da América Latina, enfrenta mais um ano desafiador devido à limitação na capacidade de movimentação de containers.

Em 2024, terminais operaram no limite, com filas longas e atrasos, agravados por problemas em outros portos brasileiros, como Itajaí e Portonave, além de um acidente que reduziu a operação da BTP no início do ano.

Além da capacidade limitada, atrasos em cronogramas de navegação têm causado impacto na eficiência, com mais de 60% dos navios chegando fora do horário previsto.

Problemas externos, como conflitos no Canal de Suez, também contribuíram para custos elevados e congestionamento.

Especialistas projetam que melhorias observáveis só ocorrerão a partir de 2026. A expectativa é que, mesmo com investimentos em andamento, o porto continue lidando com desafios operacionais e pressões de capacidade no curto prazo.

🕊️Cessar-fogo entre Hamas e Israel e os impactos no Mar Vermelho.

Um acordo de cessar-fogo entre Hamas e Israel, previsto para começar no próximo domingo, pode reduzir as tensões marítimas na região do Mar Vermelho.

O acordo foi anunciado pelo primeiro-ministro do Catar após 96 horas de negociações intensas envolvendo mediadores egípcios, catarianos e representantes dos EUA.

Ele prevê uma trégua inicial de seis semanas e a retirada gradual das forças israelenses de Gaza.

A comunidade marítima acompanha de perto os desdobramentos, pois o acordo pode aliviar os ataques a navios na região, que aumentaram desde outubro de 2023.

Esses incidentes forçaram o desvio de rotas comerciais pelo Cabo da Boa Esperança, elevando custos, tempos de viagem e emissões.

O grupo de rebeldes exige:

  • o fim de todas as operações militares israelenses,

  • o levantamento do cerco em Gaza,

  • a entrada livre de ajuda humanitária e

  • o término das ações militares de EUA, Reino Unido e Israel no Iêmen.

Especialistas afirmam que os armadores não arriscarão suas tripulações sem garantias de segurança.

No entanto, o acordo também pode impactar positivamente a estabilidade regional, reduzindo tensões em áreas como Líbano, Síria, Iêmen e Iraque.

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