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📊 Um Gráfico

A queda da economia japonesa entre 1995 e 2025

Em 1995, a União Soviética já havia ruído, e o Japão era, com folga, a segunda maior economia do mundo em PIB nominal, atrás apenas dos Estados Unidos.

Primeiro país não ocidental a se industrializar, o Japão há muito era a potência econômica dominante da Ásia, impulsionado pela reconstrução do pós-guerra e por exportações de produtos de alta qualidade e alto valor agregado, cobiçados no mundo todo. Em 1995, a economia japonesa era maior que a soma das economias do restante da Ásia, da África e da Europa Oriental.

País/Região 

PIB em 1995 (trilhões de US$) 

🇯🇵 Japão 

5,6 

Ásia (exceto Japão) 

3,9 

Europa Oriental 

0,8 

África 

0,8 

A ascensão japonesa foi tão acentuada que, durante os anos 1980, muitos analistas acreditavam que o país poderia um dia disputar a liderança econômica mundial com os Estados Unidos.

Empresas japonesas dominavam setores que iam da eletrônica de consumo à indústria automobilística, e Tóquio tornou-se sinônimo de excelência corporativa e tecnológica.

Washington reagiu impondo restrições às exportações japonesas de automóveis e semicondutores e pressionando pela assinatura do Acordo de Plaza, que levou a uma forte valorização do iene frente ao dólar e a outras moedas.

As medidas de política econômica adotadas pelo Japão em resposta ao Acordo de Plaza são apontadas como um dos fatores que alimentaram a enorme bolha de ativos do fim dos anos 1980.

A economia japonesa começou a perder dinamismo após o estouro da bolha de ativos, em 1990, e as décadas seguintes ficaram conhecidas como as Décadas Perdidas.

Nesse período, o PIB nominal do Japão encolheu, em parte devido à desvalorização do iene nos anos posteriores, o crescimento do PIB real permaneceu estagnado e a dívida pública disparou.

Do outro lado do Mar da China Oriental, surgia outro gigante asiático. Impulsionada pela política de Reforma e Abertura, a China cresceu rapidamente no início do século XXI, a uma média de pelo menos 7% ao ano, remodelando as cadeias globais de suprimento.

Apesar de ter sido um país pobre e subdesenvolvido durante boa parte do século XX, a China ultrapassou o Japão em PIB nominal em 2010 e tornou-se a segunda maior economia do mundo.

Em 1995, o Japão tinha um PIB nominal superior ao de grande parte da Afro-Eurásia. Em 2025, porém, a dimensão do boom econômico chinês já era visível até mesmo no nível provincial.

País/Província 

PIB em 2025 (trilhões de US$) 

🇯🇵 Japão 

4,4 

🇨🇳 Guangdong 

2,1 

🇨🇳 Zhejiang 

1,4 

🇨🇳 Fujian 

0,8 

🇨🇳 Xangai 

0,8 

Em 2025, a economia chinesa alcançou cerca de US$ 20 trilhões, quase cinco vezes o tamanho da economia japonesa. O PIB nominal do Japão já era menor que a soma das economias de Xangai e das províncias de Fujian, Guangdong e Zhejiang.

🔎 MDIC abre investigação de dumping sobre importações chinesas de ácido láctico

O MDIC abriu uma investigação para apurar a prática de dumping nas exportações de ácido láctico e seus sais da China para o Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A análise das evidências de dumping cobre o período de julho de 2024 a junho de 2025. Para avaliar os possíveis danos à indústria brasileira, o recorte temporal é mais amplo, abrangendo o período de julho de 2020 a junho de 2025.

O ácido láctico é muito utilizado em setores como alimentos, cosméticos, produtos farmacêuticos e embalagens biodegradáveis, o que torna a investigação relevante para diversas cadeias produtivas nacionais.

FUP EXPLICA: Brasil é um dos maiores importadores mundiais de insumos químicos da China, e práticas de dumping nesse segmento podem derrubar os preços a ponto de inviabilizar a produção nacional, forçando empresas brasileiras a demitir trabalhadores, reduzir sua capacidade produtiva ou até encerrar as atividades.

No caso do ácido láctico, o impacto se estende a setores que vão da indústria de alimentos aos segmentos de cosméticos e embalagens biodegradáveis.

✈️ Latam Cargo entrega 90% das cargas em até 48 horas e consolida liderança no mercado doméstico

A Latam Cargo elevou a eficiência de sua operação no Brasil. Entre março e maio deste ano, 90% das cargas transportadas no país foram entregues em até 48 horas, ante 82% no mesmo período de 2025. No total, o volume transportado cresceu 11% na comparação anual.

Os segmentos que mais se destacaram foram os de eletroeletrônicos, com alta de 28%, e de cargas gerais, com crescimento de 10%. O desempenho foi impulsionado pela expansão de 7% da malha doméstica de passageiros da companhia, que aumentou a disponibilidade de porões para cargas.

As regiões Norte e Nordeste concentraram os maiores avanços. A taxa de entregas no prazo saltou de 80% para cerca de 90%, enquanto o número de envios aumentou 18% e os embarques de eletroeletrônicos cresceram 47%.

Para sustentar esse crescimento, a Latam reforçou a rota Guarulhos–Manaus, passando de 10 para até 12 frequências semanais, o que acrescentou cerca de 110 toneladas de capacidade por semana.

A empresa também expandiu em 47% a área dedicada ao e-commerce no Terminal de Cargas de Guarulhos e implantou um sistema automatizado de triagem capaz de processar até 72 mil pacotes por dia.

Segundo dados da Anac, a Latam Cargo detinha 39,2% do mercado doméstico em abril de 2026, mantendo a liderança do segmento pelo segundo ano consecutivo.

FUP EXPLICA: a eficiência no transporte aéreo de cargas é um fator direto de competitividade para a indústria e o varejo brasileiros, pois entregas mais rápidas reduzem estoques, custos e rupturas de abastecimento.

O avanço da Latam Cargo nas regiões Norte e Nordeste é especialmente relevante, já que essas áreas historicamente sofrem com gargalos logísticos que encarecem produtos e limitam o acesso a mercados. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, fortalecer a malha aérea de cargas é essencial para tornar a infraestrutura logística mais eficiente.

👀 Indústria chinesa mira consumidores europeus com produtos feitos sob medida

O calor extremo que castiga a Europa nos últimos verões se tornou uma oportunidade de negócios para fabricantes chineses. Empresas do país estão abandonando a lógica do produto genérico exportado em escala e apostando em soluções desenvolvidas a partir das necessidades dos consumidores locais.

O exemplo mais concreto vem da Midea, gigante de eletrodomésticos com sede em Foshan. A empresa criou um ar-condicionado split portátil pensado especificamente para o mercado europeu.

O módulo externo pesa apenas 10 quilos e pode ser encaixado no parapeito da janela, sem a necessidade de furos ou instalação profissional, o que o torna uma solução ideal para inquilinos e para os prédios históricos que predominam nas cidades europeias.

O produto foi desenvolvido ao longo de três anos em parceria com uma equipe italiana de design industrial e já teve cerca de 200 mil unidades vendidas em 2026, mais que o dobro do registrado no ano anterior.

A mesma lógica aparece em outros segmentos. As exportações de fabricantes de máquinas de gelo portáteis de Ningbo cresceram mais de 70% nos primeiros cinco meses do ano. Em Guangdong, empresas lançaram ventiladores multifuncionais com LED e Bluetooth voltados ao estilo de vida outdoor da América Latina.

A infraestrutura também contribui para esse desempenho. Hoje, os trens de carga entre China e Europa permitem entregas em até 15 dias, cerca de 25 dias antes do que o transporte marítimo tradicional, dando mais agilidade para responder às oscilações da demanda.

FUP EXPLICA: para o Brasil e outros mercados emergentes, a notícia é um sinal de alerta e de oportunidade ao mesmo tempo.

A China concentra seus esforços em entender e atender mercados específicos com velocidade e precisão. Isso aumenta a pressão sobre a indústria nacional, que precisa ir além da competitividade baseada em custos para se diferenciar, mas também aponta um caminho possível.

Países como o Brasil, com demandas regionais muito particulares e parques industriais relevantes, podem tanto se inspirar nessa abordagem quanto buscar parcerias com fabricantes chineses dispostos a desenvolver produtos sob medida para o mercado brasileiro.

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