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Irã cobra pedágio em Ormuz
Acordo de Comércio entre Mercosul e União Europeia entra em vigor em maio; Imposto de importação sobe, mas arrecadação cai em fevereiro
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O Irã começou a cobrar taxas de trânsito dos navios comerciais que cruzam o Estreito de Ormuz. Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, os valores chegam a US$ 2 milhões por viagem, em uma espécie de “pedágio informal”.
As cobranças acontecem de forma esporádica e sem um padrão definido. Alguns navios já teriam feito os pagamentos, mas os detalhes das negociações permanecem obscuros. As fontes só falaram sob anonimato, dado o caráter sensível do assunto.
A medida se insere em um contexto de tensão crescente: desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, Teerã vem restringindo a passagem de embarcações ligadas a países adversários.
A situação ganhou novo capítulo na semana passada, quando um parlamentar iraniano revelou que uma proposta para tornar oficial a cobrança pelo uso do estreito está avançando no parlamento do país.
A reação internacional não tardou. A Índia, que conseguiu garantir a saída de quatro navios de GLP pelo estreito, reafirmou que o direito internacional assegura a liberdade de navegação no local e que nenhum país pode cobrar pelo uso do canal.
Países produtores de petróleo do Golfo Árabe também rejeitam qualquer forma de pedágio, alertando para os riscos à soberania e ao precedente perigoso que a medida pode abrir.
🤝 Acordo de Comércio entre Mercosul e União Europeia entra em vigor em maio
Depois de mais de duas décadas de negociações, o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia tem data marcada para começar a valer: 1º de maio de 2026.
O anúncio foi feito em nota conjunta pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Agricultura.
O caminho até aqui seguiu um rito formal. Após a publicação do Decreto Legislativo nº 14, em 17 de março, o Brasil notificou oficialmente a Comissão Europeia, no dia seguinte, sobre a conclusão dos procedimentos internos de ratificação.
A União Europeia respondeu com sua própria notificação em 24 de março, completando os requisitos necessários para a vigência provisória do acordo.
Para empresas e cidadãos brasileiros, o acordo abre portas concretas: acesso facilitado a um dos maiores mercados consumidores do mundo, redução de tarifas, eliminação de barreiras comerciais e maior previsibilidade regulatória. Do outro lado, os consumidores brasileiros também devem ver uma oferta maior e mais diversificada de produtos europeus no mercado interno.
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Debatemos sobre os principais riscos comerciais na importação e exportação e como podemos evitá-los ou, ao menos, minimizar as chances de ocorrer.
🧐 Imposto de importação sobe, mas arrecadação cai em fevereiro
O governo elevou o imposto de importação de cerca de mil produtos, buscando proteger a indústria nacional e aumentar a arrecadação. Contudo, os números de fevereiro contaram uma história diferente.
Dados divulgados nesta terça-feira (24) pela Receita Federal mostram que a arrecadação com importações somou R$ 7,17 bilhões no mês, ante R$ 7,4 bilhões no mesmo período de 2025, já com correção pela inflação, o que representa uma queda real de 3,2%.
A explicação, segundo a própria Receita, está em uma combinação de fatores desfavoráveis: o volume de importações em dólar recuou 1,24% e, mais impactante ainda, a taxa de câmbio caiu 9,8%.
Com o dólar mais fraco, o valor em reais das compras externas encolheu e, com ele, a base sobre a qual o imposto é calculado. Em outras palavras, a alíquota maior não foi suficiente para compensar a perda.
No entanto, apenas parte do reajuste entrou em vigor em fevereiro, enquanto o restante passou a valer no início de março. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, minimizou o resultado e resumiu a posição oficial com uma frase direta: “Temos um ano pela frente.”
Mesmo com a frustração registrada em fevereiro, a Receita mantém a projeção de arrecadação adicional de R$ 14 bilhões em 2026 com a medida. A aposta agora é que, com o novo desenho tarifário plenamente em vigor, os próximos meses revertam esse resultado frustrante.

🚛 Caminhoneiros ameaçam parar Porto de Santos, mas recuam após acordo
A quarta-feira (25) começou com tensão no Porto de Santos. O Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas a Granel (Sindgran), que representa trabalhadores de Santos, Guarujá e Cubatão, havia convocado uma paralisação de 24 horas, envolvendo cerca de 5 mil caminhoneiros, concentrados no Pátio Regulador de Cubatão e na Brasil Terminal Portuário (BTP).
O motivo do protesto era a cobrança pelo uso dos pátios reguladores, áreas que organizam o fluxo de caminhões e evitam congestionamentos nas vias de acesso ao porto.
O sindicato contesta o repasse desse custo aos transportadores autônomos, que pode chegar a R$ 800 a cada 24 horas. Na avaliação da categoria, a despesa compromete a viabilidade econômica das viagens e corrói diretamente a renda dos trabalhadores.
O Sindgran defende que a cobrança deveria ser responsabilidade dos terminais portuários e aponta, ainda, que a exigência contraria norma da própria Autoridade Portuária de Santos.
A greve, no entanto, não chegou a se concretizar. Após reunião entre o Sindgran e a Autoridade Portuária de Santos (APS), em Cubatão, as partes chegaram a um entendimento e a paralisação foi suspensa. As operações no porto seguiram normalmente, sem registros de interrupções.
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