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Manobra termina em colisão no Porto de Santos
Acordo de facilitação do comércio entre Brasil e Argentina entra em vigor; Hapag-Lloyd adquire a israelense ZIM por US$ 4,2 bilhões; Trump planeja reverter tarifas sobre o aço e o alumínio
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🚢 Hapag-Lloyd adquire a israelense ZIM por US$ 4,2 bilhões

A alemã Hapag-Lloyd anunciou a compra da companhia israelense ZIM Integrated Shipping Services por US$ 4,2 bilhões em dinheiro. O negócio deve consolidar a Hapag-Lloyd como a quinta maior empresa de navegação do mundo, elevando sua participação no mercado global de 7% para quase 9% e garantindo uma frota moderna de mais de 400 navios.
A ZIM afirma em seu site que opera em mais de 90 países, atendendo a 300 portos em todo o mundo.
Contudo, a notícia provocou reações imediatas no mercado e na política:
As ações da ZIM dispararam 50%, enquanto os papéis da Hapag-Lloyd caíram 8% devido ao custo da operação.
Trabalhadores do Porto de Haifa, o maior porto marítimo de Israel, entraram em greve, e o prefeito da cidade pediu o bloqueio do acordo, alegando riscos à segurança nacional.
Para mitigar preocupações, o fundo israelense FIMI adquirirá uma fatia da ZIM com 16 navios, criando a "New ZIM". A nova entidade garantirá conexões marítimas internacionais diretas para Israel.
A New ZIM herdará a "golden share" (ação de ouro) do governo israelense, garantindo que o país mantenha direitos especiais de propriedade da ZIM.
Segundo analistas do JPMorgan, a aquisição é vista como uma estratégia eficiente para aumentar a capacidade de forma imediata, evitando investimentos diretos em frota em um momento de estaleiros sobrecarregados.

Nesta segunda-feira (16), o navio Seaspan Empire, com bandeira de Singapura, colidiu com duas balsas no Porto de Santos, por volta das 21h30. As embarcações estavam fora de operação e eram ocupadas somente por tripulantes, que pularam ao mar no instante do acidente e nadaram até a margem.
No momento da colisão, a balsa FB-15 realizava manobra de apoio à FB-14 na travessia entre Santos e Guarujá.
Segundo a Semil (Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística), ninguém ficou ferido e os danos foram registrados apenas na proa da embarcação. As balsas envolvidas permanecem fora de operação, aguardando determinação da Capitania dos Portos.
A travessia segue funcionando normalmente com as demais embarcações da frota.
A APS informou que, após a batida, o navio seguiu para a área de fundeio e, durante a madrugada desta terça-feira (17), entrou no Porto e atracou no terminal DP World, onde permanece até o momento. O episódio não gerou impactos nas demais operações do Porto nem suspensão da navegação.
O acidente será investigado pela Capitania dos Portos de São Paulo.
👀 Trump planeja reverter tarifas sobre o aço e o alumínio

O presidente dos EUA, Donald Trump, planeja reduzir tarifas sobre o aço e o alumínio importados, visando frear a alta nos preços ao consumidor. Segundo o jornal britânico Financial Times, a equipe econômica do governo reconhece que as taxas atuais estão encarecendo itens do dia a dia, desde latas de bebidas até formas de torta.
A movimentação ocorre em um momento decisivo: a inflação é a principal preocupação dos eleitores nas eleições de meio de mandato em novembro. Pesquisas indicam que 59% dos americanos desaprovam a gestão de Trump no combate ao custo de vida, pressionando a Casa Branca a agir.
No ano passado, o governo aplicou taxas de até 50% em uma vasta lista que incluiu mais de 400 produtos, como eletrodomésticos, tratores e turbinas eólicas. Agora, o plano deve mudar:
Isenções: o governo Trump está revisando uma lista de produtos ainda afetados pelas tarifas e planeja isentar alguns itens.
Foco: em vez de taxas generalizadas, o governo pretende apostar em investigações de segurança nacional mais direcionadas a bens específicos.
Embora o governo ainda não tenha comentado oficialmente, recentemente Trump reforçou, em Detroit, seu compromisso em proteger a indústria local sem sacrificar o poder de compra das famílias.
Por que isso importa? O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço para os EUA, e as sobretaxas impostas em 2025, que chegaram a 25% e, em certos casos, 50%, causaram uma queda na competitividade nacional. Dados indicam que, em 2024, as vendas brasileiras de aço e alumínio para os EUA representaram quase 40% de tudo o que o setor exportou ao mundo. A flexibilização dessas barreiras pode estancar a tendência de queda observada nos últimos seis meses e recuperar um fluxo financeiro importante para a indústria siderúrgica e a balança comercial brasileira.
🤝 Acordo de facilitação do comércio entre Brasil e Argentina entra em vigor

Nesta segunda-feira (9), entrou oficialmente em vigor o Acordo de Facilitação do Comércio (AFC) do Mercosul entre Argentina e Brasil. Apelidado de "AFC PLUS", o instrumento supera os padrões da OMC ao impor metas rígidas, como a liberação de cargas em até 12 horas úteis no canal verde e 48 horas nos canais laranja e vermelho.
Diferentemente do modelo tradicional do bloco, o acordo utiliza uma implementação faseada (Artigo 21), permitindo que Brasil e Argentina avancem sem depender da ratificação imediata de Uruguai e Paraguai.
O objetivo central é reduzir custos logísticos, que podem representar até 14% do valor das mercadorias.
O que muda:
Agilidade: os dois países deverão digitalizar seus processos aduaneiros, garantindo a interoperabilidade entre seus sistemas, além do reconhecimento mútuo de certificados e documentos digitais.
Controle inteligente: os controles de fronteira deverão ter foco em gestão de riscos, permitindo a liberação antecipada e reduzindo inspeções físicas redundantes.
Padronização: uso obrigatório do Modelo de Dados da OMA e do sistema SINTIA para o trânsito aduaneiro.
Para as empresas brasileiras, a medida representa uma maturidade institucional que prioriza a fluidez nas fronteiras, como em Uruguaiana e Foz do Iguaçu, transformando diretrizes teóricas em lucro e eficiência logística real.
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