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Reforma Tributária ameaça exportações indiretas
Como o derretimento do gelo no Ártico está mudando as rotas marítimas; BYD processa governo dos EUA por tarifas de Trump e pede reembolso; Atualização no cronograma de desligamento LI/DI; Maersk lidera ranking de pontualidade no transporte marítimo
📊 Um Gráfico
Como o derretimento do gelo no Ártico está mudando as rotas marítimas
Na última década, o transporte marítimo pelo Ártico cresceu 37%, e, apenas em 2025, o gelo na Groenlândia encolheu 129 bilhões de toneladas métricas.
E não apenas para o transporte: essa região é rica em terras raras e petróleo, e sua posição geográfica também é estratégica para fins militares.
Não é à toa que vimos o presidente Donald Trump defender narrativas sobre comprar ou tomar a Groenlândia. Por estarmos no sul e acostumados a ver o mapa em projeção plana, esquecemos que Estados Unidos, Rússia, Canadá e Europa estão bem próximos uns dos outros.

A extensão mínima do Ártico já encolheu 39% desde 1980, o equivalente ao território da Índia.
O primeiro navio, em 2025, que saiu da China para a Europa pela rota ao norte da Rússia, levou 20 dias para realizar a viagem, enquanto pelo Canal de Suez, considerando não haver Houthis ameaçando a região, levaria por volta de 27 dias.
E, apesar desse degelo, algumas partes dessa rota não ficam disponíveis para navegação o ano todo.
Em algumas épocas, é até possível atravessar, mas a navegação não é viável devido ao custo de abertura de caminho com navios quebra-gelo.
👀 BYD processa governo dos EUA por tarifas de Trump e pede reembolso

A montadora chinesa BYD entrou com uma ação judicial contra o governo dos Estados Unidos, contestando o uso de poderes emergenciais pelo presidente Donald Trump para impor tarifas de importação.
O processo foi protocolado no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA em 26 de janeiro, e a empresa pede o reembolso de todos os valores pagos desde abril de 2025.
A ação foi movida por quatro subsidiárias americanas da BYD e é a primeira de uma montadora chinesa contra as tarifas americanas.
No processo, a empresa argumenta que a lei IEEPA — usada por Trump como base legal para as taxas — não autoriza a cobrança de tarifas, já que o texto da norma sequer menciona a palavra "tarifa" ou qualquer termo equivalente.
A BYD não vende carros de passeio nos EUA, mas atua no país com ônibus, veículos comerciais, baterias, sistemas de armazenamento de energia e painéis solares. Sua subsidiária BYD North America emprega 750 trabalhadores em uma fábrica de caminhões em Lancaster, na Califórnia.
O caso segue uma tendência: milhares de empresas com operações nos EUA já entraram com ações semelhantes questionando a legalidade das tarifas impostas por Trump.
A questão está sob decisão da Suprema Corte americana, mas, segundo o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, o julgamento ainda deve demorar, devido aos “enormes riscos” envolvidos.
⚠️ ATENÇÃO | ATUALIZAÇÃO NO CRONOGRAMA DE DESLIGAMENTO LI/DI
O cronograma de desligamento da LI/DI foi atualizado e traz mudanças importantes nas datas previstas para a migração de duas operações. Fique atento aos novos prazos:
Operações Sem Fundamento (SP) — Marítimo: o desligamento foi adiado para 23/03/2026.
Drawback Isenção — RT 3 / FL 16: o desligamento foi adiado para 30/03/2026.
Cronograma completo aqui.
😥 Reforma tributária ameaça exportações indiretas e pode prejudicar pequenas empresas

A regulamentação da reforma tributária acendeu um alerta entre empresas que operam com exportação indireta — modelo utilizado por pequenos produtores e indústrias de menor porte para vender ao exterior por meio de tradings e comerciais exportadoras.
O aviso vem do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEx).
Nesse sistema, a comercial exportadora compra o produto do pequeno fabricante e realiza a venda para o exterior, com isenção de impostos por ser equivalente a uma exportação direta. Com as novas regras, porém, esse benefício fiscal deixa de ser automático.
Para manter a isenção, as empresas precisarão cumprir exigências consideradas difíceis para o porte do setor: obter a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA) e ter patrimônio líquido mínimo de R$ 1 milhão.
Segundo o presidente da CECIEx, Luiz Roberto Gonçalves, a maioria das empresas não consegue atender a esses critérios, uma vez que muitas são formadas por especialistas cujo principal ativo é o conhecimento técnico, não o capital financeiro.
Os números preocupam: a entidade estima que 65% das comerciais importadoras não conseguirão se adequar às novas regras e 75% não terão o capital mínimo exigido. O impacto nas exportações pode chegar a mais de 20% no segmento e representar até 10% do volume total exportado pelo Brasil.
Os mais afetados seriam pequenos produtores, fabricantes artesanais e agroindústrias de menor escala. Grandes exportadores de commodities, como soja e carne, tendem a ser menos impactados por já terem estrutura própria.
A CECIEx encaminhou propostas ao governo pedindo regras de transição mais suaves, prazos maiores de adaptação e flexibilização das exigências de capital.
🚢 Maersk lidera ranking de pontualidade no transporte marítimo

Um levantamento anual da Xeneta sobre a confiabilidade de horários no transporte marítimo em 2025 mostra grande disparidade entre as principais companhias de navegação do mundo.
A Maersk lidera com 56% de chegadas no prazo e atraso médio de apenas 2 dias. Logo atrás vem a Hapag-Lloyd, com 52% e 3 dias de atraso.
Mais abaixo estão a ZIM (36%), Cosco (35%) e a CMA CGM (33%).
No fim da lista estão a ONE (26%), a MSC (25%) e a HMM, com apenas 15% de pontualidade e atraso médio de 8,5 dias.
Um destaque do estudo é o impacto das alianças. Juntas, Maersk e Hapag-Lloyd, que integram a aliança Gemini Cooperation, alcançaram 81% de pontualidade, um número bem acima do desempenho individual de cada uma, sugerindo que a parceria otimiza a operação.
Na rota Extremo Oriente-Europa, os resultados são ainda mais críticos. A maioria das companhias precisou contornar o Cabo da Boa Esperança por causa da instabilidade no Mar Vermelho.
Ainda assim, Maersk (58%) e Hapag-Lloyd (51%) mantiveram os melhores índices. A ONE ficou com apenas 10% de pontualidade e atraso médio de 11 dias, enquanto a HMM registrou apenas 5% e impressionantes 15,2 dias de atraso médio.
O estudo, que avaliou mais de 200 operadores e 25.000 pares de portos, recomenda que importadores e exportadores priorizem companhias que operam diretamente os próprios navios e mantenham alternativas operacionais diante de cenários instáveis.
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