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Sanções americanas, alianças e mercado volátil impactam Transporte Marítimo
EUA intensificam pressão sobre petróleo russo, Ocean Alliance mantém estabilidade em meio a mudanças globais e ações de empresas de transporte marítimo enfrentam semana desafiadora.
🚫EUA ampliam sanções contra setor petrolífero russo com bloqueio de 180 navios e empresas estratégicas

Em uma das maiores operações envolvendo sanções contra o setor energético russo, os Estados Unidos anunciaram o bloqueio de mais de 180 navios e diversas empresas do setor petrolífero da Rússia.
Duas grandes produtoras de petróleo;
A maior operadora naval do país;
Empresas de serviços petrolíferos;
Traders de petróleo;
Companhias de seguros.
A Sovcomflot, maior operadora naval russa, teve 69 navios bloqueados, sendo 54 navios-tanque de petróleo e produtos derivados, além de quatro navios de transporte de gás natural liquefeito (GNL).
As novas sanções representam um desdobramento da política iniciada em 2022 com o teto de preços estabelecido pelo G7+, conforme apresentou Janet Yellen, Secretária do Tesouro dos Estados Unidos.
🛢️O impacto das medidas já começa a ser sentido no mercado internacional
A China e a Índia, principais compradores do petróleo russo, enfrentarão mudanças substanciais em suas importações. De janeiro a novembro de 2024:
Índia importou 1,764 milhões de barris por dia de petróleo russo;
China importou 2,159 milhões de barris por dia.
Representando 36% e 20% de suas importações totais, respectivamente.
Como alternativa, ambos os países buscarão aumentar suas importações de outras regiões: como Oriente Médio, África, Américas e Canadá (através do oleoduto Trans-Mountain)
Os preços spot do petróleo dessas regiões já apresentaram aumentos nos últimos meses. As refinarias indianas indicaram que não têm escolha além de recorrer ao petróleo do Oriente Médio e possivelmente ao petróleo americano.
O impacto das sanções pode ser ainda mais significativo para as refinarias independentes chinesas, que poderão ser forçadas a reduzir sua produção.
🤝Armadores mantêm aliança em meio a mudanças no setor
A Ocean Alliance, aliança marítima composta por COSCO, OOCL, Evergreen e CMA CGM, apresentou sua nova malha de serviços para 2025, detalhando rotas que contemplam e desviam do Canal de Suez devido à atual crise de segurança no Mar Vermelho.
Em meio às recentes reestruturações no transporte marítimo internacional, a Ocean Alliance se mantém como a única aliança que permanece sem alterações este ano, preservando sua formação original.
O setor de navegação internacional passa por reconfiguração significativa. A THE Alliance se transformará na Premier Alliance a partir de fevereiro, contando com:
Ocean Network Express (ONE);
HMM;
Yang Ming Marine Transportation;
Mediterranean Shipping Co (MSC) como parceira nas rotas Ásia-Europa.
Entre outras mudanças relevantes, destaca-se a saída da MSC do acordo de compartilhamento de embarcações 2M com a Maersk no final de janeiro, optando por operações independentes.
A Hapag-Lloyd também deixará a THE Alliance para estabelecer a Gemini Cooperation com o armador dinamarquês.
A Ocean Alliance prorrogou seu acordo de vessel sharing até março de 2032, sinalizando estabilidade nos serviços oferecidos aos embarcadores, conforme comunicado da OOCL.
O que são alianças marítimas?
As alianças marítimas são associações entre empresas de transporte marítimo que visam otimizar operações e reduzir custos. Elas permitem que as companhias compartilhem navios e cargas, resultando:
Redução do congestionamento nas rotas marítimas;
Melhoria na logística, com uma melhor coordenação de horários e frequências de navegação;
Aumento da cobertura portuária, permitindo acesso a mais mercados.
Essas alianças são responsáveis por cerca de 80% do comércio mundial por containers e controlam uma parte considerável da capacidade de transporte marítimo nas principais rotas internacionais.
📈Mercado de Ações - Transporte Marítimo
A semana foi marcada por uma tendência de queda generalizada nas ações das principais companhias de navegação de containers, com destaque para o desempenho da Hapag-Lloyd, registrando a maior baixa.
A Hapag-Lloyd liderou as quedas com recuo de 10,14%, seguida por:
SITC International Holdings (-7,72%);
Evergreen Marine (-6,75%);
Yang Ming Transport (-5,62%);
Maersk (-4,86%).
Já a COSCO Shipping Holdings registrou queda mais moderada (-3,36%), fechando a semana cotada a $7,76. Já ZIM Integrated Shipping Services encerrou o período com recuo de 3,40%, com suas ações cotadas a $20,72. A Wan Hai Lines apresentou queda de 4,26%, encerrando a semana cotada a 80,9 NT$.
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