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⛽ Crise de combustível na Rússia se agrava com ataques ucranianos a refinarias
A escassez de combustível na Rússia atingiu níveis alarmantes em 2026, à medida que drones ucranianos intensificam os ataques a refinarias de petróleo em diferentes regiões do país. Como consequência, mais de 55 das 83 regiões russas já enfrentam racionamento ou desabastecimento, com filas de até 13 horas para abastecer os veículos, muitas vezes limitadas a apenas 15 ou 20 litros por automóvel.
O impacto vai além do trânsito. Coletas de lixo foram suspensas por falta de combustível para os caminhões, ambulâncias deixaram de atender chamados de emergência e moradores relataram ter combatido incêndios florestais por conta própria, sem apoio dos bombeiros.
Além disso, em um caso registrado na região de Zabaikalye, na Sibéria, um homem em coma diabético só recebeu socorro depois que a esposa caminhou 15 km em busca de transporte.
Segundo estimativas, cerca de um quarto a um terço da capacidade de refino da Rússia já foi comprometida pelos ataques, que atingiram refinarias importantes, como as de Moscou, Riazan e Krasnodar. Além disso, a produção de derivados de petróleo caiu 13% em maio em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados da Bloomberg.
Diante da pressão, o Kremlin baniu as exportações de gasolina e querosene, afrouxou as regras de qualidade dos combustíveis e passou a importar diesel e gasolina de países como Índia e Belarus. Ainda assim, Vladimir Putin reconheceu publicamente os problemas, mas classificou a situação como não crítica.
Para Kiev, a crise é um sinal de que a campanha de ataques de longo alcance está produzindo resultados, pois aumenta a pressão sobre a economia russa em uma frente distante do campo de batalha.
FUP EXPLICA: além do desgaste interno e da erosão da confiança em Putin, que já reconheceu publicamente as dificuldades relacionadas à escassez de combustíveis, a crise provoca efeitos econômicos preocupantes, como a queda na produção de derivados de petróleo, a perda de receita com exportações e a necessidade de importar combustível de países como Índia e Belarus, fator que eleva os custos para manter o conflito.

🚘 Carro elétrico mais barato do Brasil tem vendas suspensas
O JMEV Emova Easy, anunciado como o carro elétrico mais barato do país, por R$ 69.990, teve as vendas suspensas pela E-Motors, empresa responsável pela importação do modelo chinês da Jiangling Motors. A decisão também atinge a versão maior, o Emova Urban, vendida por R$ 99.990. Clientes que já haviam feito a reserva receberam de volta o valor integral do sinal.
O motivo por trás da pausa é o disparo no custo do frete marítimo. Segundo Mercidio Jivisiez, CEO da E-Motors Brasil, o contêiner de 40 pés, que custava US$ 1.800 no início do ano, passou a custar US$ 10.200, um aumento que inviabilizou a importação dos veículos já encomendados à fábrica chinesa.
O cenário piorou com a alta do imposto de importação para veículos elétricos, que chegou a 35% a partir de 1º de julho.
Apesar do impasse, a empresa garante que a suspensão é temporária e pretende retomar as vendas assim que o custo do frete voltar a ser viável, embora ainda não haja uma data definida. A promessa é não repassar os aumentos aos consumidores, mantendo o compromisso original de democratizar o acesso ao carro elétrico.
FUP EXPLICA: a suspensão escancara como fatores externos e cadeias internacionais de suprimentos podem travar iniciativas que pareciam prontas para democratizar o acesso aos carros elétricos no Brasil.
Os aumentos acabaram por paralisar a chegada do modelo mais barato do mercado, mostrando a fragilidade de operações baseadas na importação direta da China em um cenário de instabilidade logística e protecionismo comercial.
Além disso, o caso evidencia o desafio estrutural da eletrificação acessível no país. Enquanto marcas como a BYD crescem e ganham espaço no mercado nacional, muitas vezes com produção local, empresas menores e dependentes da importação ficam mais expostas a choques externos.

🚢 Tarifas de fretes marítimos sobem 9% em uma semana
O custo do transporte marítimo internacional voltou a subir com força. O World Container Index (WCI), da consultoria Drewry, registrou alta de 9% na última semana, atingindo US$ 4.530 por contêiner de 40 pés. Além disso, o movimento é puxado principalmente pelas rotas transpacífica e Ásia-Europa.
Na transpacífica, as tarifas spot seguem em ascensão. O trajeto de Xangai a Nova York subiu 11%, chegando a US$ 7.902 por contêiner, enquanto o de Xangai a Los Angeles avançou 10%, para US$ 6.349.
Segundo a Drewry, as companhias marítimas continuam anunciando reajustes gerais de tarifas (GRIs) e sobretaxas de alta temporada (PSS) para julho, diante da expectativa de um forte volume de cargas. A HMM, por exemplo, vai cobrar um adicional de US$ 3.000 por contêiner a partir de 15 de julho.
Na rota Ásia-Europa, o cenário é semelhante. O frete de Xangai a Gênova subiu 10%, para US$ 6.360, enquanto o de Xangai a Roterdã avançou 7%, chegando a US$ 4.682.
FUP EXPLICA: o mercado de fretes Leste-Oeste se mantém resiliente neste ano, impulsionado pela demanda antecipada da alta temporada e pelos custos mais elevados associados às instabilidades geopolíticas. Além disso, o acordo interino entre EUA e Irã facilitou a reabertura do Estreito de Ormuz, permitindo a retomada gradual do tráfego de navios. Ainda assim, os riscos de segurança continuam elevados após a suspensão das escoltas às embarcações, motivada por um ataque a um porta-contêineres perto de Omã, o que mantém a incerteza no mercado marítimo internacional.

👀 Negociação tarifária entre Brasil e EUA esbarra em pedido inusitado dos americanos
As negociações comerciais entre Brasil e EUA, que buscam evitar a aplicação do tarifaço, revelaram um episódio de desentendimento entre as partes. Segundo apurou a CNN, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) pediu ao governo brasileiro que reduzisse a tarifa de 35% cobrada pelo Mercosul sobre a importação de veículos automotores, a alíquota máxima aplicada pelo bloco a bens industriais.
O problema é que o termo "motor vehicles" usado pelos americanos é amplo demais, abrangendo carros elétricos, híbridos, a combustão, de passeio e utilitários. Diante disso, o Brasil pediu que os EUA especificassem uma "linha tarifária" mais precisa, indicando em qual segmento se consideram mais competitivos, mas não obteve resposta.
Um negociador brasileiro chegou a alertar Jamieson Greer, chefe do USTR, que reduzir as tarifas provavelmente beneficiaria mais a China do que os próprios Estados Unidos, já que os carros chineses ficariam ainda mais baratos no mercado brasileiro.
A resposta americana foi propor que a redução valesse apenas para veículos fabricados nos EUA, pedido rejeitado de imediato pelo MDIC e pelo Itamaraty, pois violaria a cláusula da nação mais favorecida, princípio fundamental da OMC que exige que qualquer concessão feita a um país seja estendida aos demais parceiros comerciais.
Os negociadores brasileiros foram além e explicaram que mesmo que o governo decidisse ignorar os compromissos assumidos com a OMC e reduzisse as tarifas apenas para os veículos americanos, o Judiciário brasileiro é independente.
Nesse cenário, um importador de veículos de qualquer outra origem, como a chinesa, poderia entrar com um pedido de liminar exigindo que a mesma redução tarifária fosse aplicada ao seu caso, e teria grandes chances de obter uma decisão favorável.
Sem avanços, as conversas ficaram estagnadas, reduzindo as chances de um acordo antes de 15 de julho, prazo definido pelos EUA para a aplicação do tarifaço.
FUP EXPLICA: a situação revela um desalinhamento profundo entre a forma como os Estados Unidos conduzem sua diplomacia comercial sob Donald Trump e as regras multilaterais que regem o comércio internacional. Ao pedir uma redução tarifária exclusiva para veículos americanos, o USTR demonstra desconhecimento ou desconsideração da cláusula da nação mais favorecida da OMC, que impede tratamento discriminatório entre parceiros comerciais.
🥳 Radar de eventos do FUP
Feira Lineapelle - 15 e 16/07 - Nova York, EUA - Últimas tendências em couro, têxteis e sintéticos, acessórios e componentes para calçados, bolsas, artigos de couro e vestuário em couro.
Feira Collective Show - 21 a 22/07 - Huntington Beach, EUA - Voltada a moda praia, esportiva e lifestyle, a Collective Shows é uma feira boutique semestral de alto curadoria. Consolida tendências no mercado dos Estados Unidos durante o verão.
Seoul Bar & Spirits Show - 24 a 26/07 - Seul, Coreia do Sul - Feira internacional dedicada ao setor de bebidas alcoólicas e à indústria de bares. O evento reúne produtores, distribuidores e profissionais do setor para apresentar destilados (como whisky, gin, rum e tequila), licores, coquetelaria e tendências globais do mercado.
Feiras Meditech - 28 a 31/07 - Bogotá, Colômbia - Feira internacional do setor de saúde e tecnologia médica da América Latina, reunindo fabricantes, distribuidores, hospitais, clínicas e profissionais da área para apresentação de equipamentos médicos, soluções hospitalares, tecnologia clínica, reabilitação, laboratório, saúde digital e inovação em saúde.
Wofex Manila - 29/07 a 01/08 - Manila, Filipinas - O maior evento de comércio de alimentos e bebidas das Filipinas, apresentando uma vitrine completa de produtos, equipamentos e serviços para a indústria alimentícia, varejo e hotelaria.
🤓 FUP Indica para o seu fim de semana
Nesta série criada por Dan Erickson e dirigida por Ben Stiller, cinco funcionários de uma empresa aceitam participar de um procedimento cirúrgico experimental que separa as memórias pessoais e profissionais permanentemente. Assim, nunca lembram quem são ao entrar na empresa ou no que trabalham ao sair dela.
A obra de ficção científica conquistou milhares de fãs ao redor do mundo ao abordar dilemas do mundo do trabalho com um toque sombrio.
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