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Trump não descarta ação militar no Panamá e operadores portuários dos EUA seguem aguardando acordo

Enquanto Donald Trump sugere 'retomar' canal panamenho à força, 20 mil portuários americanos consideram paralisar costa leste em protesto.

🌎'Construído para o nosso exército': Trump reivindica Canal do Panamá

Durante entrevista em Mar-a-Lago, quando questionado sobre possíveis ações militares ou econômicas envolvendo a Groenlândia e o Canal do Panamá, Trump respondeu de maneira ambígua:

Trump defendeu sua posição destacando a importância estratégica do canal:

"O Canal do Panamá foi construído para o nosso exército… E atualmente está sendo operado pela China. China! E nós demos o Canal do Panamá ao Panamá, não à China. E eles abusaram disso."

As declarações surgem em meio a uma crescente disputa entre Trump e o Panamá sobre as operações do canal, com críticas recentes à estrutura de tarifas e ao alegado controle por parte dos chineses - os quais, nas falas de Trump, estariam comprometendo a economia americana.

Autoridades panamenhas rejeitaram tais afirmações vindas do presidente dos EUA, defendendo seu controle soberano sobre o canal.

A via é operada e mantida pela Autoridade do Canal do Panamá (ACP), uma agência autônoma do governo panamenho que assumiu o controle em 31 de dezembro de 1999, quando os Estados Unidos transferiram a administração ao Panamá, conforme os Tratados Torrijos-Carter.

Embora a empresa Hong Kong-based CK Hutchison Holdings opere dois terminais nas extremidades do Canal do Panamá, não há evidências de vínculos diretos entre a companhia e o Partido Comunista Chinês.

📣 Ainda sem conclusão, impasse nas negociações com o setor portuário ameaça economia americana

As negociações entre a Associação Internacional dos Estivadores (ILA) e a Aliança Marítima dos Estados Unidos (USMX) foram retomadas nesta terça-feira, dia 7 de janeiro. Caso não haja acordo, mais de 20 mil trabalhadores portuários podem entrar em greve em meados de janeiro, paralisando atividades de Nova York a Houston, com potencial impacto de até US$ 7,5 bilhões por semana na economia americana.

O acordo de outubro garantiu aos trabalhadores portuários um aumento salarial de 61,5% nos próximos seis anos, elevando o salário dos funcionários mais bem pagos de US$ 39 para US$ 63 por hora no último ano do contrato.

Automação dos Portos: já existe e pode crescer ainda mais

Os dez maiores portos de contêineres dos EUA utilizam algum tipo de tecnologia de automação, incluindo sistemas de portão automatizados e equipamentos para manuseio de carga. No entanto, apenas alguns terminais são considerados "totalmente automatizados".

  • Long Beach Container Terminal em Long Beach, Califórnia;

  • TraPac em Los Angeles;

  • APM Terminal Pier 400 em Los Angeles.

Nesses três portos, máquinas realizam todo o trabalho de movimentação dos containers - seja na horizontal ou na vertical - sem necessidade de operadores humanos nos guindastes.

Todo esse sistema de automação é complementado por três tecnologias principais:

  • Sensores controlados por inteligência artificial que monitoram todas as operações;

  • Réplicas digitais dos portos, conhecidas como "gêmeos digitais", que permitem visualização e controle em tempo real;

  • Tecnologia blockchain, responsável pelo registro de transações e rastreamento da localização exata de cada contêiner em tempo real.

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