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📊 Um Gráfico

Como a China remodelou o comércio mundial de petróleo
Essa visualização acompanha as importações e exportações líquidas de petróleo bruto por região entre 1990 e 2025, com base em dados da OPEP, da Administração de Informações sobre Energia dos EUA (EIA) e do UN Comtrade Database.
O crescimento econômico acelerado na Ásia impulsionou a demanda por petróleo, enquanto os avanços na produção norte-americana alteraram fluxos comerciais consolidados há décadas.
Depois de importar quase nenhum petróleo bruto no início dos anos 1990, as importações líquidas da China subiram para 11,5 milhões de barris por dia em 2025, tornando o país o maior importador do mundo.
As importações da Índia também cresceram rapidamente, passando de 0,8 para 5,0 milhões de barris por dia no mesmo período.
Juntas, China e Índia se tornaram as principais responsáveis pelo crescimento da demanda mundial por petróleo bruto.
No início dos anos 1990, a América do Norte importava petróleo bruto de forma significativa. Já em 2019, a região havia se tornado exportadora líquida, chegando a 2,5 milhões de barris por dia em 2025.
Essa virada ocorreu principalmente por causa da revolução do xisto nos EUA, que aumentou a produção doméstica de petróleo a ponto de o país rever sua antiga estratégia de não exportar petróleo, por considerá-lo um recurso necessário em tempos de guerra.
Mesmo com a demanda migrando para a Ásia, o Oriente Médio segue dominando as exportações de petróleo bruto.
As exportações líquidas chegaram a 16,3 milhões de barris por dia em 2025, superando de longe as da CEI (Comunidade dos Estados Independentes) e da África.
A América do Sul e a América Central contribuem com um volume muito menor de exportações, o que evidencia a vantagem da África nesse indicador.
Por fim, ao analisar as importações do Japão, da Coreia do Sul e da União Europeia, observa-se que elas permanecem estagnadas desde antes de 2010, com duas quedas expressivas ao longo do período.

👀 EUA declaram ofensiva contra o Tribunal Penal Internacional
Departamento de Estado ameaça sanções e pressão diplomática contra o tribunal e seus aliados
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira uma nova investida contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia. Segundo o Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio, a corte representa uma ameaça à soberania norte-americana, já que teria atribuído a si a autoridade para processar e até prender militares e funcionários dos EUA em atuação no exterior.
Entre as medidas cogitadas por Washington estão sanções, pressões diplomáticas e maior fiscalização sobre países que dependem de assistência norte-americana e se recusam a romper com o tribunal.
O governo também pretende buscar apoio de nações que não integram o Estatuto de Roma para reforçar o isolamento do TPI.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Rubio afirmou que o tribunal e seus aliados travam uma disputa contra os EUA usando tratados e o Direito Internacional como armas. Ele classificou o TPI como uma estrutura dirigida por burocratas não eleitos, com poder crescente sobre o sistema político e jurídico americano.
A escalada ocorre poucas semanas depois que três juízas da corte processaram o governo Trump por sanções impostas a elas. O atrito remonta a novembro de 2024, quando o TPI emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant, por crimes de guerra durante a ofensiva em Gaza.
Na ocasião, Trump já havia assinado uma ordem executiva sancionando autoridades ligadas ao tribunal, incluindo o congelamento de bens e restrições de entrada nos EUA.
FUP EXPLICA: a escalada da disputa entre Washington e o TPI expõe uma fratura mais profunda na arquitetura da justiça internacional, em um momento em que o multilateralismo enfrenta pressões crescentes de vários lados.
Para o Brasil e outros países que mantêm relações comerciais e diplomáticas com os EUA, a exigência de "maior escrutínio" sobre nações que não rejeitarem a autoridade do tribunal pode se transformar em um novo fator de risco geopolítico, somando-se a tensões já existentes em áreas como comércio e tarifas.
Ao mesmo tempo, a ofensiva americana abre espaço para que outras potências, como a China e países europeus, se posicionem como defensoras das instituições multilaterais, aumentando sua influência diplomática em blocos que buscam alternativas ao alinhamento automático com Washington.

💣 Trump reativa bloqueio ao Irã e propõe cobrar 20% sobre carga que passa por Ormuz
Nova tensão no Oriente Médio pressiona preço do petróleo e acende alerta para o Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira a reativação do bloqueio naval contra o Irã e propôs cobrar uma taxa de 20% sobre toda a carga que transitar pelo Estreito de Ormuz.
Em publicação na Truth Social, ele afirmou que o estreito "está e permanecerá aberto, com ou sem o Irã" e que os EUA se tornariam os "guardiões" da passagem. O bloqueio começou a valer a partir das 20h GMT desta terça-feira.
A escalada ocorre após um fim de semana de intensa troca de ataques entre EUA e Irã, incluindo mísseis contra infraestrutura energética. Trump também formalizou ao Congresso que o país está novamente em guerra com o Irã, reiniciando o prazo de 60 dias para ações militares sem aprovação legislativa.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ironizou a proposta americana, dizendo que o Irã sempre foi o "guardião" do estreito e que a taxa de Trump é excessiva.
A Organização Marítima Internacional (IMO) declarou não haver base legal para tarifas de trânsito em estreitos internacionais e aguarda mais detalhes sobre a medida.
Os preços do petróleo dispararam com a notícia, com o WTI subindo 9,4% e o Brent superando US$ 83 o barril, reacendendo temores sobre a inflação mundial.
FUP EXPLICA: a reativação do bloqueio e a proposta de taxação sobre Ormuz reacendem, de forma abrupta, o risco geopolítico que já vinha pressionando as cadeias mundiais.
Do lado do risco, a escalada militar e a incerteza sobre como a taxa seria implementada tendem a se traduzir em fretes mais caros e maior volatilidade nos preços da energia, pressão que chega ao consumidor brasileiro por meio dos combustíveis e dos insumos importados, além de abrir um precedente perigoso caso outras potências decidam adotar cobranças semelhantes em rotas importantes.

🚛 Governo e oposição avançam em acordo sobre MP do Frete em meio a paralisações
Texto deve avançar com ajustes de redação, sem retorno à Câmara, para evitar caducidade
Governo e oposição sinalizaram nesta segunda-feira (13) um entendimento para viabilizar a votação da Medida Provisória 1.343/2026, a MP do Frete, nesta terça-feira (14), no Senado.
A negociação prevê ajustes por emendas de redação, evitando o retorno do texto à Câmara, além de possível veto presidencial a trechos como a anistia a multas de caminhoneiros aplicadas após os protestos de 2022.
O piso salarial de R$ 5 mil aprovado na Câmara deve ser mantido como princípio, mas sem valor fixo definido no texto. Os detalhes serão regulamentados posteriormente por lei, pela ANTT ou pelo Ministério dos Transportes.
A pressão da categoria cresceu nesta terça-feira, com paralisações de caminhoneiros autônomos em portos de Santos, Salvador, Fortaleza e Pernambuco, além de um ponto na BR-050. O presidente da Abrava, Wallace Landim, o Chorão, afirmou que o movimento pode se tornar nacional caso a MP perca validade em 16 de julho, mas reforçou a orientação para manifestações pacíficas, sem bloqueios.
Entre os pontos que devem ser retirados do texto para viabilizar a aprovação estão a multa mínima de R$ 5 mil por descumprimento do piso e a anistia às multas aplicadas em 2022. A MP fortalece a fiscalização do frete mínimo, tornando obrigatório o CIOT em todas as operações de transporte de cargas.
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