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🚚 Frete sobe no Norte do Paraná impulsionado pela safra e pela falta de caminhões

A safra agrícola está aquecendo o transporte no Norte do Paraná, e a região de Londrina, um dos principais polos agroindustriais do estado, já enfrenta problemas relacionados ao frete rodoviário. O motivo é simples. Afinal, a demanda por caminhões cresceu mais rapidamente do que a capacidade de atendimento do setor.

A escassez de motoristas se soma à insuficiência de veículos disponíveis, formando um gargalo que pressiona toda a cadeia logística durante o período da safra.

Além disso, o problema não se resume à oferta e à demanda. Custos com diesel, pedágio, manutenção, seguros e impostos continuam pesando sobre as transportadoras. Somam-se a isso os gargalos operacionais, como as filas para carregar e descarregar a produção.

O fato é que o agronegócio cresce mais rapidamente do que a infraestrutura logística consegue acompanhar. Por isso, sem investimentos na capacidade de escoamento, os gargalos tendem a se repetir e a se agravar a cada nova safra, afetando a eficiência de toda a cadeia de transporte de cargas no estado.

FUP EXPLICA: o Brasil segue exportando uma safra recorde com uma malha logística que não acompanhou esse crescimento, e isso gera um custo real para a competitividade. Cada gargalo se traduz em preços mais altos no produto final e aumenta o risco de perda de janelas de embarque em portos e ferrovias ao longo da cadeia logística.

Enquanto a resposta ao problema continuar sendo o repasse dos custos para o frete, em vez de investimentos em frota, mão de obra qualificada e infraestrutura de carga e descarga, o agro brasileiro seguirá crescendo apesar das limitações logísticas, e não por causa delas. Com isso, esse limite tende a ficar cada vez mais evidente a cada nova safra recorde.

😦 Catar cobra o Irã após ataque a navio perto de Ormuz e a escalada eleva o preço do petróleo

A tensão no Oriente Médio voltou a colocar o Estreito de Ormuz no centro das atenções. O Catar condenou publicamente o Irã por um ataque contra o navio catariano Al Rekayyat, transportador de GNL, atingido enquanto navegava próximo ao Estreito de Ormuz na noite de segunda-feira (6).

Em nota, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores catariano, Majed al-Ansari, classificou o episódio como "um ataque inaceitável" e uma "violação grave" do direito internacional, exigindo que Teerã cesse imediatamente qualquer ameaça à navegação e ao fornecimento de energia. Além disso, segundo o Catar, o Irã será responsabilizado integralmente, nos termos da lei.

O caso ocorre em meio a uma escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Durante a cúpula da OTAN em Ancara, nesta quarta-feira (8), o presidente Donald Trump declarou que o acordo interino com Teerã está "acabado" e classificou as lideranças iranianas como "escória" após novos ataques militares dos EUA contra o país.

Em resposta, o Irã afirmou ter revidado ao atingir bases americanas no Bahrein e no Kuwait.

A reação dos mercados foi imediata. O petróleo saltou mais de 6%, atingindo a maior cotação em duas semanas e revertendo a queda observada desde a trégua firmada entre os dois países no mês passado.

FUP EXPLICA: o petróleo havia recuado aos "níveis pré-guerra" depois que os EUA e o Irã assinaram uma trégua no mês anterior. No entanto, nesta quarta-feira, saltou mais de 6% e atingiu a maior cotação em duas semanas.

A lógica por trás da alta está no chamado "prêmio de risco geopolítico". Mesmo sem uma interrupção física confirmada no fluxo de petróleo, o mercado precifica a probabilidade de bloqueio ou sabotagem da rota.

Com isso, esse efeito tende a se manter ou até se intensificar enquanto a escalada militar continuar. Como consequência, os reflexos chegam ao custo do frete marítimo, do diesel e de toda a cadeia logística brasileira, que depende do transporte rodoviário abastecido por combustíveis fósseis.

🎙️Conferiu o último episódio do Invoice Cast?

Não existe risco zero no comércio exterior e a situação geopolítica tem deixado isso mais evidente que nunca, contudo, é possível minimizar suas consequências prevendo-os e determinar os planos de ação caso ocorram.

📢 Nova versão do Manual Catálogo de Produtos (v17)

Atualizado em 02/07/2026. A versão anterior foi publicada em 17/12/2025.

Foi inserido um novo item no capítulo do Catálogo de Produtos.

➡️ 3.2.8 Alterar Produto

"O botão Alterar Produtos permite modificar, incluindo ou excluindo, o código interno do produto e o fabricante ou produtor. Essas alterações não geram uma nova versão nem uma versão retificada do produto."

O botão Alterar já está disponível há algum tempo no módulo Catálogo de Produtos. Entretanto, a edição anterior do manual não apresentava explicações sobre o seu funcionamento, o que levava ao uso equivocado de outras funcionalidades, como Retificar e Gerar Nova Versão.

Por isso, a única orientação disponível até então constava no P&R do Catálogo.

👀 Trump ordena suspensão total do comércio com a Espanha em meio ao atrito na OTAN

O presidente dos EUA, Donald Trump, determinou nesta quarta-feira (8) a suspensão imediata de todo o comércio com a Espanha, aliada da OTAN, intensificando uma disputa que envolve gastos militares e a guerra no Irã.

A ordem foi dada durante a cúpula da aliança em Ancara, que deveria servir justamente para reduzir as tensões internas. No entanto, teve o efeito contrário.

Trump chamou a Espanha de "parceira terrível" e instruiu o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a cortar as relações comerciais "imediatamente", sem sequer negociar. É a segunda vez que ele faz essa ameaça. Em março, uma ordem semelhante não chegou a interromper o comércio entre os dois países.

O atrito tem origem na recusa da Espanha em assumir a meta da OTAN de destinar 5% do PIB à defesa, além da recusa do governo de Pedro Sánchez em ceder espaço aéreo e bases militares dos EUA para operações ligadas ao conflito com o Irã.

O governo espanhol tratou a declaração como "business as usual" e lembrou que, pelas regras da União Europeia, os países-membros não podem ser sancionados individualmente em questões comerciais. As negociações são conduzidas sempre em bloco.

Apesar da ameaça, o interesse de investidores americanos na Espanha segue forte. A gestora BlackRock, a maior do mundo, mantém o país como seu principal destino de exposição em ações globais, com € 104 bilhões em ativos espanhóis sob gestão.

FUP EXPLICA: a situação expõe, mais uma vez, a fragilidade da coesão da OTAN justamente no momento em que a aliança tenta demonstrar unidade diante da guerra no Irã e do apoio à Ucrânia.

Além disso, embora as regras da UE impeçam que um país-membro seja sancionado comercialmente de forma isolada, o episódio sinaliza ao mercado que decisões geopolíticas dos EUA podem, a qualquer momento, atingir aliados específicos por razões que vão além da economia, como gastos militares e alinhamento em relação à guerra no Irã.

Esse cenário gera um ruído de incerteza que contrasta com o otimismo de grandes investidores, como a BlackRock, que mantém investimentos expressivos na Espanha em razão do crescimento do país acima da média europeia. Assim, a diferença entre o risco político e os fundamentos econômicos tende a permanecer no radar dos analistas nas próximas semanas.

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