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Gecex publica alterações em 1.252 NCMs
Ponte internacional entre Brasil e Argentina sai do papel após décadas de espera; IA faz ações de tecnologia despencarem; Frete rodoviário deve subir 20% em fevereiro com pico da safra de soja
🌉 Ponte internacional entre Brasil e Argentina sai do papel após décadas de espera

A ponte que ligará Porto Xavier (RS) a San Javier, na província de Misiones, na Argentina, finalmente começou a ser executada. O DNIT emitiu a ordem de serviço em 19 de dezembro de 2025, e o Consórcio Ponte Rio Uruguai-RS já iniciou a elaboração dos projetos de engenharia.
A obra, orçada em R$ 214,7 milhões com recursos do PAC 2026, deve ser concluída em novembro de 2029.
A ponte terá cerca de 950 metros de extensão, permitindo o acesso a todo tipo de tráfego, incluindo a passagem de pedestres, e incluirá acessos viários e complexos aduaneiros dos dois lados da fronteira, na BR-392/RS.
Impacto econômico
Para a Fiergs, a ponte representa uma transformação logística no noroeste gaúcho. Segundo o presidente Claudio Bier, a ausência de travessia permanente impediu, por décadas, a instalação de importantes indústrias na região, como processadoras de grãos.
Atualmente, Porto Xavier movimenta cerca de 12 mil cargas anuais, principalmente produtos e maquinário agrícola. Com a ponte, espera-se um crescimento de 30% no comércio exterior, transformando a cidade no terceiro grande corredor logístico entre o RS e a Argentina, após Uruguaiana e São Borja.
A nova travessia integrará a Rota Bioceânica do Sul, conectando o estado à Argentina, ao Uruguai e ao Chile, com fluxo para os portos de Rio Grande, Imbituba e, futuramente, Arroio do Sal, por meio da BR-285, da BR-392 e da conexão com a BR-290.
Hoje, a travessia depende de balsas, um sistema considerado precário pela Fiergs, pois sofre com limitações de horário, capacidade e suspensões por chuvas. Caminhões chegam a esperar 72 horas em portos secos, como o de Uruguaiana, mesmo quando as cargas não exigem inspeção física, o que eleva custos e reduz a competitividade.
FUPdate
🤖 IA faz ações de tecnologia despencarem

A primeira semana de fevereiro começou amarga para o setor de tecnologia, mais precisamente para as empresas focadas em SaaS (Software as a Service).
Cerca de 300 bilhões de dólares em ações evaporaram do mercado quando a Anthropic, criadora do Claude, anunciou 10 novos plugins para o seu mais novo lançamento: o Claude Cowork.
Se você nunca ouviu falar sobre o Claude Cowork, a própria criadora o define assim:
Em que o uso do Cowork é diferente de uma conversa comum? No Cowork, você dá ao Claude acesso a uma pasta de sua escolha em seu computador. O Claude pode então ler, editar ou criar arquivos nessa pasta.
Ele pode, por exemplo, reorganizar seus downloads, classificando e renomeando cada arquivo, criar uma nova planilha com uma lista de despesas a partir de um monte de capturas de tela ou produzir um primeiro rascunho de um relatório a partir de suas anotações dispersas.
Esses 10 novos plugins são pacotes de funcionalidades personalizáveis que expandem as capacidades do assistente de IA, permitindo que ele atue como especialista em diferentes áreas de trabalho, como vendas, finanças, jurídico e marketing.
A disrupção está na transição da inteligência artificial de um simples assistente para um agente autônomo.
O Claude Cowork demonstra capacidade de ler arquivos, gerenciar pastas e redigir documentos técnicos sem a necessidade de intervenção humana constante, o que coloca em xeque o modelo tradicional de cobrança por usuário ou por hora de serviço, provocando o “panic sell” entre investidores de empresas que desenvolvem softwares para essas atividades.
Analistas observam que a Anthropic passou a competir diretamente com seus próprios parceiros ao avançar para a camada de aplicação, transformando o que antes era um ecossistema de suporte em um campo de execução total e autônoma.
🚛 Frete rodoviário deve subir 20% em fevereiro com pico da safra de soja

O custo do transporte no Brasil está prestes a atingir o patamar mais alto do ano. Com a colheita de soja avançando rapidamente no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, os valores do frete rodoviário devem subir cerca de 20% ao longo de fevereiro.
Apesar da alta, a expectativa é que o pico fique abaixo do registrado em 2025.
A pressão vem da concentração do escoamento nos principais corredores logísticos. Diferentemente do ano passado, quando houve atraso na retirada da soja, o volume de grãos está chegando ao mercado de forma mais concentrada em 2026.
Outro ponto que sustenta esse cenário é a forte demanda nos portos, cuja programação segue intensa, com destaque para Santos, onde o volume de navios aguardando carga aumenta a disputa por caminhões.
Contudo, um dos principais vilões segue sendo a capacidade limitada de armazenagem. O Brasil consegue estocar apenas 70% da produção agrícola, número que contrasta fortemente com o de países concorrentes, como os EUA, que têm estrutura para estocar mais do que produzem.
Esse cenário obriga o produtor brasileiro a vender e transportar a safra justamente nos momentos de maior congestionamento, reduzindo a margem de lucro e o poder de negociação.
Além disso, o aumento da fiscalização sobre o piso mínimo do frete, com a declaração eletrônica obrigatória desde o fim de 2025, disparou o número de autuações para níveis recordes. Com isso, o custo mais alto deixou de ser apenas conjuntural e passou a ser também regulatório.
⚠️ Nova resolução altera mais de 1.200 códigos NCM

Foi publicada a Resolução GECEX nº 852, de 4 de fevereiro de 2026, trazendo mudanças significativas na NCM e nas alíquotas da TEC. A medida ajusta a classificação de produtos de acordo com o Sistema Harmonizado 2022, incorporando novos itens ao Anexo VI da Resolução GECEX nº 272/2021.
As alterações abrangem 1.252 códigos NCM que entram em vigor de forma escalonada. A primeira leva, com 356 itens, passa a valer a partir de 6 de fevereiro de 2026.
Já o segundo grupo, composto por 896 códigos, terá vigência a partir de 1º de março de 2026.
Atenção necessária
Dada a abrangência da norma, profissionais de comércio exterior, importadores, exportadores e setores de compliance e fiscal precisam agir rapidamente.
É fundamental revisar a classificação fiscal das mercadorias, conferir as novas alíquotas aplicáveis e avaliar os impactos na formação de custos.
Também é necessário analisar os impactos em regimes aduaneiros especiais e promover adequações nos sistemas e cadastros internos das empresas. A alíquota válida será aquela vigente na data de registro da declaração de importação ou da DUIMP, o que torna o planejamento prévio das operações ainda mais importante.
Neste momento, o ideal é fazer uma conferência detalhada do anexo da resolução, com análise criteriosa de cada item afetado. Essa verificação individualizada das NCM relacionadas às mercadorias comercializadas é essencial para evitar riscos operacionais, tributários e regulatórios nas operações de comércio exterior.
🥳 Vamos para mais uma rodada do nosso desafio aduaneiro?
O resultado da questão divulgada na última semana saiu na última edição e surpreendeu muita gente.
Agora é hora de seguir testando seu nível de preparo. Toda quinta-feira, o FUP coloca você frente a frente com um novo desafio da prova, para ajudar a identificar onde o conhecimento está afiado e onde ainda vale reforçar a atenção.
Prontos para a oitava pergunta? Vamos ver como você se sai desta vez.
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