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R$ 23 milhões a menos em demurrage
Trump ameaça impor tarifas de 200% sobre vinhos franceses após Macron rejeitar cargo em comissão de paz; Disputa por Groenlândia ameaça comércio transatlântico e gigantes do transporte marítimo e Porcentagem da população com 65 anos ou mais, das maiores economias (PIB)
📊 Um Gráfico

Porcentagem da população com 65 anos ou mais, das maiores economias (PIB)
Note que a grande maioria da Europa está acima de 20%, o que é, economicamente falando, preocupante.
O tema é importante para os países, pois é preciso uma população jovem para trabalhar, tanto para gerar riqueza quanto para custear as aposentadorias dos mais velhos.
Além disso, a população mais idosa consome menos e, assim, torna-se menos atraente para exportadores. Quando o consumo e a atividade econômica perdem ritmo, o país também pode perder competitividade e escala, o que impacta sua própria capacidade de exportar.
E para que a população consiga voltar a ser ou se manter jovem, há dois caminhos:
Estimular a natalidade
Estimular a imigração
Ou ambos, assim como também é importante incentivar para que os locais não desejem emigrar.
Também é importante analisar caso a caso para entender se determinado país está em situação delicada na questão previdenciária. Contudo, diversas fontes alegam que, acima de 20%, é preciso estar em alerta e, a partir de 30%, a situação pode se tornar insustentável, como no caso do Japão.
🍷 Trump ameaça impor tarifas de 200% sobre vinhos franceses após Macron rejeitar cargo em comissão de paz
Donald Trump ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses após Emmanuel Macron se recusar a participar do “Conselho da Paz”, proposto pelo presidente americano para supervisionar os próximos passos em Gaza.
Durante uma entrevista à imprensa na segunda-feira, Trump criticou Macron, afirmando que ele não tem influência e “estará fora do cargo em alguns meses”.
“Vou impor uma tarifa de 200% sobre seus vinhos e champanhes, e ele vai aderir, mas não precisa”, disse Trump durante uma reunião com a imprensa.
O presidente francês rejeitou o convite devido a preocupações de que o conselho, presidido por Trump, teria poderes que iriam além da governança de transição da Faixa de Gaza e poderiam prejudicar a estrutura das Nações Unidas.
Por que isso importa? A recente ameaça de Trump à França, em resposta à rejeição de um pedido, escancara a fragilidade do comércio internacional em 2025. O cenário atual é marcado por incertezas e por uma crescente imprevisibilidade, onde decisões unilaterais e ameaças tarifárias se tornam cada vez mais frequentes. Nesse contexto, planejar a longo prazo torna-se um desafio crescente para as empresas do setor e exige que suas lideranças acompanhem de perto os desdobramentos da geopolítica internacional.
O conselho
Trump anunciou na sexta-feira a criação do conselho, como parte de um plano de 20 pontos para encerrar a guerra entre Israel e o Hamas. Entre os convidados estão Vladimir Putin (Rússia) e Alexander Lukashenko (Bielorrússia).
Segundo a Bloomberg, Trump quer definir a constituição e o mandato do conselho no Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quinta-feira (22), mas vários países demonstram preocupação com os detalhes.
💰 ANTAQ barra cobrança de R$ 23 milhões em demurrage

A ANTAQ impediu que mais de R$ 23 milhões fossem cobrados de importadores e exportadores entre agosto e dezembro de 2025, valores decorrentes da cobrança de sobre-estadia de contêineres.
Em agosto do ano passado (2025), foi realizada a primeira audiência de conciliação. De lá para cá, ocorreram 240 reuniões; dessas, 176 resultaram em acordo — representando um índice de 73,3% de demandas resolvidas.
As audiências seguem determinação do Acórdão 521-2025, que prioriza a resolução rápida de conflitos com base nos entendimentos regulatórios da Agência, previstos na Resolução nº 62/2021-ANTAQ.
Essas audiências conciliatórias são organizadas pelo Grupo Especializado de Fiscalização (GEF Contêineres), responsável por analisar os casos e identificar possíveis irregularidades nas cobranças. As reuniões acontecem de forma online, por videoconferência, com a participação de denunciantes, empresas emissoras das faturas e transportadores.
As partes podem firmar acordo antes mesmo da audiência. Quando há consenso, seja de forma espontânea ou durante a reunião, a denúncia é arquivada sem aplicação de penalidades.
🚢 Disputa por Groenlândia ameaça comércio transatlântico e gigantes do transporte marítimo
A exigência de Donald Trump pelo controle da Groenlândia está pressionando o comércio no Atlântico Norte. As tarifas no transporte de contêineres da Europa para os EUA já caíram 40% desde o início de 2025, segundo a Linerlytica.
As importações cresceram 5,9% em 2024, mas desaceleraram em dezembro e podem ser ainda mais afetadas se a ameaça tarifária de Trump contra países da Europa entrar em vigor.
Especialistas da Sea-Intelligence alertam que a Groenlândia pode ser o “evento gatilho” para uma guerra comercial com a UE, além de destruir a OTAN e criar condições para uma invasão chinesa em Taiwan.
Caso os EUA avancem sobre a Groenlândia, empresas europeias enfrentariam graves problemas.
A dinamarquesa Maersk seria prejudicada por meio de sua subsidiária Maersk Line Limited, que opera navios militares americanos. A francesa CMA CGM enfrentaria situação similar com sua APL, já que a França apoia fortemente a Dinamarca e a Groenlândia.
Uma análise feita pela empresa de energia Wood Mackenzie observa que não há registro de navios-tanque de petróleo bruto ou de produtos químicos transitando pela Groenlândia há muitos anos. A partir disso, a análise indica que o interesse de Trump na Groenlândia está nas terras raras e nas rotas árticas.
A Wood Mackenzie destacou que garantir a produção doméstica de terras raras permitiria aos EUA desafiar o domínio asiático, reduzir a dependência de pontos vulneráveis e fortalecer a resiliência econômica.
As terras raras são transportadas por graneleiros, oferecendo flexibilidade estratégica. Com riscos crescentes em pontos tradicionais como Suez, Panamá e o Estreito de Hormuz, a Groenlândia emerge como o “Pedágio do Norte” no controle das rotas árticas.
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